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‘Caso Konda Marta’: Envolvimento de Generais ‘retira’ poder ao GPL para travar usurpação de terras

O ‘caso Konda Marta’ não é de agora. Em 2019, a proprietária da empresa Konda Marta acusou a administração do distrito da Cidade Universitária de estar a inviabilizar a construção de um mercado que poderia dar emprego directo a mais de cinco mil pessoas e Afonso Daniel Neto, sócio gerente. Hoje, o caso envolveu militares e generais, deixando o Governo Provincial de Luanda sem soluções para mediar o caso.

Muana Mazanga

Segundo apurou este jornal, com o clima insustentável e quase sem solução para mediar o caso “Konda Marta”, o Governo Provincial Luanda parece ter atirado a toalha ao tapete e limpado as mãos para um caso onde, pelo menos, uma pessoa acabou detida enquanto os principais infractores continuam soltos, conforme denunciou o advogado da referida empresa.

Marduque Pinto, que convocou uma conferência de imprensa, esta semana, para denunciar os factos, disse que Afonso Daniel Neto, sócio gerente da empresa Konda Marta, que em Janeiro do ano em curso denunciou as ameaças de morte de que estava a ser alvo por parte do comandante municipal de Talatona, subcomissário Joaquim do Rosário, e do comandante da Guarnição Militar de Luanda, tenente general Rui Fernando Afonso Lopes, acusados de pretenderem expropriar o terreno da sua empresa, continua detido injustamente na cadeia do Tômbua há mais de três meses.

“Estamos a notar uma grande incapacidade das autoridades em resolver este caso”, denunciou o advogado da empresa que, fazendo fé na documentação apresentada, é proprietária de vários hectares de terra, situados no distrito Urbano da Cidade Universitária lotes que acabaram por ser o mote dos litígios entre o grupo Konda Marta e vários generais das Forças Armadas Angolanas e entidades do Governo “devidamente identificados”.

“A empresa Konda Marta “ganhou” essas terras por via de um concurso público, em 1992, tendo pago mais de cinco milhões de Kwanzas (5.000.000kz), na altura, para tomar conta das terras que abrangia o Golfe 2 até a Barra do Kwanza”, explicou, garantindo que, era essa extensão de terra que o tenente-coronel Afonso Daniel Neto, agora detido, nas vestes de Director da referida empresa estava a tentar defender, enquanto propriedade da empresa da qual é sócio.

“O que se observa é um entrave por parte do Governo, dos magistrados e de um grupo de generais que criaram argumentos falsos e fabricaram mandados de detenção para prejudicar o proprietário legítimo e tomarem conta do seu terreno”, denunciou, garantindo que provas sobre essas denúncias abundam, mas para o seu desagrado, ninguém consegue fazer nada para mudar o quadro actual.

Acusações infundadas…
De acordo com Marduque Pinto, há alguns anos, o tenente-coronel Afonso Daniel Neto, motivado pelas condições de vida não muito dignas de alguns militares, resolveu fazer loteamento de terra a estes angolanos, para que tivessem o sonho da casa própria garantido”.

“Entretanto, alguns militares entenderam que deveriam ter mais lotes, em relação aquilo que lhes foi cedido e foi então que, começaram a indiciar, de forma infundada e maléfica, o Director por crimes de tentativa de Golpe de Estado, usurpação de terra e a fazer outras exigências em grupo”, denunciou, para depois dizer que para o espanto de túdo e todos, estes foram os motivos que levaram o tenente-coronel Daniel Neto, a cadeia.

“Até ao momento, passados mais de três meses, o Director da Konta Marta continua detido no Tômbua, sem possibilidade da sua familiar o visitar e, por aqui, mesmo depois do Estado, a nível da administração local, ter convocado as partes, quer a Konda Marta, quer os generais que continuam com as construções no espaço, nada mudou”, aclarou, para depois dizer que esperam apenas que se faça justiça e que, o tenente-coronel Afonso Neto, possa sair em liberdade e voltar ao convívio da sua família.

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