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CPLP: Bolsonaro não vai marcar presença na Cimeira de Luanda – Presidente brasileiro “já tem outro compromisso”

A Cimeira de Chefes de Estado e de Governo, a realizar em Luanda, nos próximos dias 16 e 17 de julho, altura em que a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) comemora os seus 25 anos de existência e em que Angola assume a presidência da organização, não vai contar com a presença do Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro.

A informação foi avançada pelo ministro das Relações Exteriores do Brasil, Carlos Alberto Franco França, à Lusa, durante uma visita oficial a Portugal, no início de Julho, onde se encontrou com o secretário executivo da CPLP, Francisco Ribeiro Telles.

Carlos Alberto Franco França afirmou que Bolsonaro já tem, nessa data, um compromisso, anteriormente agendado, em Manaus, na Amazónia, e que o Brasil será representado pelo vice-presidente do país, Hamilton Mourão.

Também a partir de Lisboa, mas em Junho, o ministro das Relações Exteriores da República de Angola, Téte António, garantiu que mesmo com a pandemia de covid-19 como pano de fundo da Cimeira, em “todas as actividades que vão ter lugar, incluindo a comemoração do 25º aniversário da CPLP, vão ser respeitadas as medidas de biossegurança”.

Angola está particularmente interessada em “falar do factor económico”, revelou, também, o MIREX angolano.

“A presidência angolana gostaria muito de ver o pilar económico ocupar um lugar de destaque entre nós. Isto porque podemos circular, mas se não consolidarmos as nossas economias, se não reforçarmos a nossa cooperação a própria circulação será afectada”, afirmou o chefe da diplomacia angolana, citado pela imprensa portuguesa.

Numa altura em que as economias estão profundamente afectadas pela pandemia, Téte António sublinhou que todos os países membros estão de acordo que a covid-19 “não pode parar a vida”.

“Isso significa que é preciso adaptar as nossas economias, os nossos métodos para esta fase de pandemia. E perceber, saindo-se desta crise sanitária, como vamos recuperar as economias que foram tanto afectadas”, afirmou.

“Para o conseguir temos de juntarmos os nossos esforços porque ninguém vai poder fazer isto sozinho. Penso que a CPLP é uma plataforma que oferece condições para o efeito”.

Mas o tema da livre circulação de cidadãos é dos que é aguardado com mais expectativa.

Em Fevereiro de 2021, os Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa chegaram finalmente a um consenso sobre a proposta final sobre a mobilidade dos cidadãos no espaço lusófono, notícia anunciada pelo embaixador de Cabo Verde, país que ainda detém a presidência da organização.

Em causa estavam três pontos de divergência entre os países lusófonos. Dois deles – a certificação das ordens académicas e profissionais e as contribuições dos cidadãos para a Segurança Social – vão ser determinados pelos regulamentos internos de cada Estado.

Já em relação às taxas e emolumentos dos títulos de mobilidade, os Estados-membros decidiram, por consenso, definir um “tecto máximo”.

A CPLP conta com nove Estados-membros, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

FonteNJ

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