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Portugal com mais 7 mortes e 2.436 casos de covid-19 em 24 horas

Portugal contabiliza esta sexta-feira mais 7 mortes e 2.436 novos casos de covid-19, segundo o relatório diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Desde o início da pandemia, Portugal já registou 17.108 mortes e 884.442 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2, estando esta sexta-feira ativos 35.855 casos, mais 1.174 em relação a ontem.

O boletim da DGS revela que estão internados 532 doentes, mais 23 do que no dia anterior.

Nos cuidados intensivos estão 118 doentes, mais 5.

Os dados indicam ainda que mais 1.255 doentes foram dados como recuperados, fazendo subir para 831.479 o número total de recuperados desde o início da pandemia em Portugal, em março de 2020.

A incidência da infeção com o SARS-CoV-2 em Portugal continental está nos 194,2 casos por 100.000 habitantes e na totalidade do território é de 189,4, revelam dados oficiais.

INCIDÊNCIA E ÍNDICE DE TRANSMISSIBILIDADE (RT) SOBEM EM TODO O PAÍS
De acordo com o boletim epidemiológico conjunto da Direção-Geral da Saúde (DGS) e do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), o índice de transmissibilidade (Rt) está nos 1,16 em todo o território nacional e 1,17 em Portugal continental.

Os dados do índice de transmissibilidade e da incidência a 14 dias são atualizados à segunda-feira, quarta-feira e sexta-feira.

DEVER DE RECOLHIMENTO ENTRE AS 23:00 E AS 5:00 EM 45 CONCELHOS
A entrada e saída na Área Metropolitana de Lisboa (AML) está proibida entre as 15:00 de sexta-feira e as 06:00 de segunda-feira, aplicando-se ainda o dever de recolhimento, diariamente, entre as 23:00 e as 05:00, em 45 concelhos de Portugal continental.

Todos os 18 concelhos da AML são abrangidos, a partir de hoje, pela nova medida de dever de recolhimento entre as 23:00 e as 05:00, por se encontrarem nos níveis de risco elevado ou muito elevado de incidência de covid-19, aplicando-se ainda esta limitação da circulação na via pública a outros 27 municípios de Portugal continental.

Na quinta-feira, após a reunião semanal do Conselho de Ministros, a ministra de Estado e da Presidência adiantou que, tal como nos dois últimos fins de semana, a proibição de circulação de e para a AML volta a ser aplicada, com as exceções previstas na lei, entre as quais “motivos de saúde ou por outros motivos de urgência imperiosa” e para quem apresente teste negativo à covid-19 ou certificado digital de vacinação.

“Não temos uma situação epidemiológica que nos permita levantar medidas ou dar qualquer imagem de menor restrição neste momento. Por isso, a regra mantém-se”, justificou a ministra Mariana Vieira da Silva.

Dos 18 concelhos que constituem a AML, 13 estão no nível de risco muito elevado de incidência de covid-19, designadamente Lisboa, Sesimbra, Almada, Amadora, Barreiro, Cascais, Loures, Mafra, Moita, Odivelas, Oeiras, Seixal e Sintra, por registarem, pela segunda avaliação consecutiva, uma taxa de incidência superior a 240 casos por 100.000 habitantes nos últimos 14 dias (ou superior a 480 se forem concelhos de baixa densidade populacional).

Os restantes cinco municípios da AML, que são Alcochete, Montijo, Palmela, Setúbal e Vila Franca de Xira, encontram-se em risco elevado, por registarem, pela segunda avaliação consecutiva, uma taxa de incidência superior a 120 casos por 100.000 habitantes nos últimos 14 dias (ou superior a 240 se forem concelhos de baixa densidade populacional).

Além dos 18 concelhos da AML, Portugal continental tem mais seis municípios em risco muito elevado (no total são 19), que são Albufeira, Constância, Loulé, Mira, Olhão e Sobral de Monte Agraço, e outros 21 em risco elevado (no total são 26), nomeadamente Alenquer, Arruda dos Vinhos, Avis, Braga, Castelo de Vide, Faro, Grândola, Lagoa, Lagos, Odemira, Paredes de Coura, Portimão, Porto, Rio Maior, Santarém, São Brás de Alportel, Sardoal, Silves, Sines, Sousel e Torres Vedras.

INVESTIGADORES CONSIDERAM QUE MATRIZ DE RISCO ESTÁ OBSOLETA E DEFENDEM MUDANÇAS
Investigadores defenderam esta quinta-feira mudanças na matriz de risco para permitir decisões mais rápidas no combate à pandemia de covid-19, considerando que está “obsoleta” e é “enganadora” porque os indicadores utilizados são “muito lentos”.

“A atual matriz de risco está completamente obsoleta e é completamente inútil e enganadora nesta fase, porque os indicadores que utiliza são muito lentos, têm até 14 dias de atraso”, afirmou o matemático Jorge Buescu na Comissão Eventual para o acompanhamento da aplicação das medidas de resposta à covid-19, onde foi ouvido com outros especialistas sobre a evolução da pandemia, a pedido do PSD.

Para o professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e vice-presidente da European Mathematical Society, a utilização da incidência cumulativa a 14 dias por cada 100.000 habitante nesta fase em que há um “crescimento exponencial” da epidemia “é perigoso”, defendendo que, “no mínimo”, os indicadores deviam ser “completamente reformulados”.

A posição é partilhada por Henrique Silveira, professor e membro do grupo de trabalho oficial do Instituto Superior Técnico para análise da pandemia, que defende que não se pode continuar a insistir numa matriz de risco “cuja fiabilidade nesta conjuntura é praticamente nula devido aos atrasos que têm”.

O investigador da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa Carlos Antunes tem uma opinião contrária, considerando que a matriz de risco deve ser utilizada conforme está, mas defende que deve ser utilizada de “uma forma muito rápida e de uma forma proativa”.

Para Carlos Antunes, o problema não é propriamente a matriz de risco como um instrumento de apoio à decisão, mas tempo que se leva a tomar decisões, nomeadamente em termos concelhios”, salientou Carlos Antunes.

MAIS DE 3,9 MILHÕES DE MORTOS NO MUNDO
A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.940.888 mortos no mundo, resultantes de mais de 181,7 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Os países com o maior número de mortos são os Estados Unidos, o Brasil, México, Rússia, a Índia e França.

A covid-19 é uma doença respiratória causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2 detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

A grande maioria dos pacientes recupera, mas uma parte evidencia sintomas por várias semanas ou até meses.

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