InicioMundo LusófonoCabo VerdeCabo Verde Airlines suspende operações por causa de anúncio de renacionalização

Cabo Verde Airlines suspende operações por causa de anúncio de renacionalização

A administração da Cabo Verde Airlines suspendeu sábado a venda de bilhetes e os seus voos por um período de 14 dias, acusando o executivo de impedir a retoma das suas operações com a anunciada renacionalização da empresa e o arresto de um avião. O governo, refira-se, anunciou a aprovação da reversão de 51% das acções da CVA vendidas à islandesa Loft-leidir em 2019, argumentando que em causa está o “interesse público estratégico” e a “segurança nacional”.

Após o anúncio do governo de renacionalizar a Cabo Verde Airlines, a administração da companhia suspendeu as vendas e os voos por 14 dias, ou seja até ao dia 12 de Julho, acusando o executivo cabo-verdiano de impedir a retoma das operações.

“É com surpresa e apreensão que a administração da CVA assiste, paralelamente, às ações do Estado de Cabo Verde, como acionista minoritário, ameaçando nacionalizar, à tentativa de apreensão de bens de terceiros que não têm dívidas com a companhia aérea ou do Estado”, lê-se num comunicado assinado pelo director executivo da companhia, Erlendur Svavarsson, que a Lusa divulgou no dia 26 de Junho de 2021.

Num comunicado enviado à imprensa, o presidente do conselho de administração da Cabo Verde Airlines, Erlendur Svavarsson diz-se surpreso e decepcionado com a decisão do Governo de tentar prender na ilha do Sal um avião que nem é propriedade da companhia.

Svavarsson afirmou que “apenas o avião está alugado à Cabo Verde Airlines e que o proprietário da aeronave já exigiu o cancelamento da matrícula do avião no registo cabo-verdiano”.

Na semana que findou, em Conselho de Ministros, o governo cabo verdiano aprovou a reversão de 51% das ações da CVA vendidas à islandesa Loftleidir icelandic do grupo Icelandair em 2019.

A ministra da Presidência do Conselho de Ministros, Filomena Gonçalves, disse que a renacionalização da Cabo Verde Airlines e o arresto do único avião da companhia visam salvaguardar o “interesse público estratégico” e a “segurança nacional”.

“Nós estamos no meio de um processo, já se sabe que foi feito um arresto, o que quer dizer que nós temos também um processo judicial pendente. Neste momento o governo está a agir em nome dos superiores interesses de Cabo Verde, está em negociações, tem litígio judicial em momento próprio se houverem pontos que ficaram por resolver serão anunciados ao país” declarou a ministra da Presidência do Conselho de Ministros, Filomena Gonçalves.

Em março de 2019, o Estado de Cabo Verde vendeu 51% da então empresa pública TACV (Transportadora Aérea Cabo-verdiana) por 1,3 milhões de euros à Lofleidir Cabo Verde, empresa detida em 70% pela Loftleidir Icelandic EHF (grupo Icelandair, que ficou com 36% da Cabo Verde Airlines) e em 30% por empresários islandeses com experiência no setor da aviação, que assumiram os restantes 15% da quota de 51% privatizada.

A Cabo Verde Airlines, na qual o Estado cabo verdiano mantém uma posição de 39%, concentrou a actividade nos voos internacionais, a partir do ‘hub’ do Sal, deixando os voos domésticos.

Devido aos efeitos da pandemia, foi assinado um novo acordo entre o Estado e a Loftleidir no corrente ano, para a viabilização da empresa, que previa a cedência de ambas as partes em diferentes sectores. Todavia o executivo concluiu ,que a outra parte não tem cumprido o acordo.

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