InicioCrónicas e ArtigosCrise Migratória no século de maior integração da Globalização

Crise Migratória no século de maior integração da Globalização

Globalização maior avanço da Humanidade no século; o romper de barreiras fronteiriças, linguísticas, hábitos e costumes, onde tudo influencia e contagia tudo e todos, fortemente acelerada pelos avanços tecnológicos, comunicação e pelo desejo das pessoas conhecerem o próprio Mundo onde estão inseridas.

Uma definição muito resumida da Globalização “fomento da circulação de bens e pessoas”, tão resumida que algumas geografias perdidas no tempo e com uma visão retrógrada, ainda pensa que no caso das pessoas, esse movimento tem de ser meramente turístico, observado por um período reduzido de tempo que a pessoa estrangeira tem de ficar no seu País.

Hoje, é nessa aldeia global em constante transformação, que um twitt, uma simples mensagem na internet tem o poder de criar pressões diplomáticas e gerar respostas quase instantâneas na relação bilateral entre países. Mas, ainda é nesta mesma aldeia global, que assuntos importantes que afectam a aldeia como um todo, que, precisando unir esforços conjuntos, vê essa velocidade instantânea a transformar-se em metas anuais, décadas ou até mesmo sem prazo ou velocidade definida.

Crise Migratória é um ALERTA sobre a parte mais negativa desse fenómeno, que resulta dos inúmeros fracassos e ilegalidades que acontecem no processo de integração e más influências na relação e evolução entre as geografias e povos.

Alerta: África tem actualmente 1.3 biliões de habitantes, em 2050 terá sensivelmente 2.4 biliões, 60% desses habitantes com menos de 25 anos, esse forte crescimento populacional não sendo acompanhado por melhorias significativas nas condições de vida, levará a pressões já mais vista para contestações sociais e fluxos migratórios ilegais.

Fracassos:   Incapacidade dos líderes africanos em levarem as suas economias a prosperar; resolução de conflitos internos e regionais.

A nível europeu, local de desejo para muitos imigrantes, incapacidade de se criar uma norma comum de acolhimento, devido a falta de consenso entre estados-membros, leva a que se observem países a fecharem as fronteiras para povos desesperados e até mesmo a soluções pelo menos inusitadas como as que a Dinamarca está a estudar implementar, de transferir os seus refugiados aceites para fora da Europa, mais propriamente de volta para África.

Ilegalidades: Instrumentalização dos povos para pressões diplomáticas, no caso de Marrocos inconcebível com o seu próprio povo, no caso de Espanha o acto de extradição sem critério e análise se os mesmos teriam direito a asilo com estatuto de refugiados, indo contra a própria constituição espanhola.

Em África, as ilegalidades são inúmeras, estando disseminadas um pouco por todo continente, desde tráfico de pessoas, perseguições, corrupção, branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo, informalidade da economia, entre outras, torna a tarefa de Africa e dos seus povos extremamente desafiante.

Esses desafios para África e outras regiões também desfavorecidas, levou a ONU a estabelecer a Agenda 2030 com 17 Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), apelando que todo os seus membros bem como as suas comunidades empresariais apoiassem a implementação efectiva desses Objectivos, em que os primeiros seis  (1º Erradicar a Pobreza| 2º Erradicar a Fome |3º Saúde de Qualidade | 4º Educação de Qualidade | 5º Igualdade de Género | 6 º Água Potável e Saneamento) descrevem os maiores e principais desafios para o continente africano, desafios fortemente alavancados pela diversidade do continente, 54 países, mais de duas mil línguas faladas, diversidade de costumes, diversidade religiosa, tornando o desafio extremamente complexo, que só com muita vontade internacional e das próprias lideranças locais, se conseguirá algum tipo de efeito positivo até 2030, lembrando que só já falta 9 anos, e essas reformas e até mesmo as vontades políticas não têm a mesma velocidade de um Twitt.

 

Siga-nos

0FansCurti
0SeguidoresSeguir
0InscritosSe inscrever

Últimas notícias

Notícias relacionadas

- Publicidade -

Deixe um comentário

Por favor insira seu comentário!
Digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.