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Autoridades do Qatar contrataram detectives particulares para investigar quem obstruíu a candidatura do país para a Copa do Mundo de 2022′

Autoridades do Qatar contrataram detectives particulares para espionar o autor de um relatório contundente que impede o país de organizar a Copa do Mundo no ano que vem, afirmam documentos judiciais.

Ghanem Nuseibeh, um consultor especializado em gestão de risco, ameaça instaurar processos junto da Corte Suprema, com alegações de que seu e-mail e contas do WhatsApp foram hackeados, cartas roubadas da caixa de correio fora do seu apartamento e seu escritório grampeado.

O problema surgiu depois do consultor ter publicado um ‘relatório de risco’ chamado Catar em foco: Copa do Mundo FIFA de 2022 está em perigo? em Outubro de 2017, depois de alegados ‘membros do torneio’  terem dito em privado, que aquele Estado do Médio Oriente não seria capaz de hospedar a Copa de 2022 devido ao atraso dos planos para o evento.

Ghanem Nuseibeh (foto), um consultor especializado em gestão de risco, ameaça um processo da Suprema Corte sob alegação de que o seu e-mail e contas do WhatsApp foram hackeados (Foto: D.R.)

O relatório também alegou corrupção maciça  em contratos relativos à construção de oito novos estádios.

Ele acrescentou que os custos já haviam subido para £ 143 biliões de libras, tornando-o o torneio da Copa do Mundo, o mais caro da história.

Agora Nuseibeh  ameaçou entrar com uma acção legal contra a Diligence Global Business Intelligence (DGBI) – uma agência de investigação privada fundada por um ex-oficial do MI5, que admite colocá-lo “sob vigilância limitada” – numa tentativa de determinar para quem estava a trabalhar.

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