InicioMundo LusófonoMoçambiqueMinistra da Justiça anuncia investigação de prostituição forçada de reclusas em Maputo

Ministra da Justiça anuncia investigação de prostituição forçada de reclusas em Maputo

Kida promete punição de infractores, conforme conclusão da investigação

A ministra da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Helena Kida, anunciou a criação de uma comissão multidisciplinar para investigar a exploração sexual de reclusas de Ndlhavela denunciada pelo Centro de Integridade Pública (CIP).

Dependendo do resultado, os infractores serão responsabilizados, disse Kida, que visitou, nesta quarta-feira, 16, o Estabelecimento Penitenciário Especial para Mulheres de Maputo (Cadeia Feminina de Ndhlavela), que alberga 97 reclusas.

“Primeiro devo manifestar o repúdio, a nossa indignação, a nossa reprovação pela conduta, que vem contida neste trabalho de investigação jornalística”, disse Helena Kida, que revelou que durante a visita de duas horas e meia reuniu com responsáveis dos serviços prisionais e algumas reclusas escolhidas aleatoriamente.

“Mas, naturalmente, como devem saber, é prematuro trazer qualquer conclusão,” disse a ministra, que prometeu uma investigação de 10 a 15 dias.

Segundo ela, “se dependesse exclusivamente do nosso sector, eventualmente, poderia comprometer-me a investigar, nos próximos três a quatro dias, mas nós pretendemos que seja uma investigação independente e que não seja feita exclusivamente pelo Ministério da Justiça”.

Punição

Além de pessoal da Justiça, a equipa de investigação vai incluir psicólogos e defensores de direitos da mulher, segundo informou Kida.

A ministra da Justiça deu conta que caso se confirme este escândalo, os prevaricadores e clientes serão responsabilizados.

Para Kida, “é importante saber quem são estes clientes e chamá-los também a alguma responsabilização, porque não se pode transformar os nossos estabelecimentos prisionais em focos de mais sofrimento para as pessoas que já estão aqui”.

Durante a visita ao estabelecimento penitenciário, os jornalistas foram autorizados a conversar com as reclusas, mas apenas depois de um encontro privado entre elas e a direcção da cadeia, uma condição que rejeitaram de forma unânime e abandonaram o local.

FonteVoA

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