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Fátima Jardim destaca incentivo à produção agrícola

A representante permanente de Angola junto da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Maria de Fátima Jardim, disse, nesta terça-feira, que Angola tem priorizado o meio rural para incentivar a produção agrícola e diminuir as importações de alimentos.

Segundo Fátima Jardim, que falava na 42ª Conferência da FAO, a decorrer em Roma de 14 a 18 de Junho, as prioridades para o apoio da transformação agrícola no mundo rural estão inseridas no Programa Agrícola 2021-2022 e na Agenda Nacional 2025.

Fátima Jardim adiantou que os dois programas são “essenciais” para evitar-se os obstáculos do crescimento produtivo da agricultura e das pescas e visa também a melhor organização da vida no meio rural e a sua interdependência com as cidades.

Explicou que o Executivo está, igualmente, a apoiar as associações e cooperativas, em particular a agricultura familiar, criando condições para o incremento da produção agrícola e, em simultâneo, levar a cabo acções de formação para a mulher e os jovens nas escolas de campo.

Conforme Fátima Jardim, “a grande esperança para a transformação, modernização e o desenvolvimento agrícola recai na população rural jovem, que se motiva para enveredar pelo empreendedorismo e o agro-negócio”.

O Governo, reforçou, tem alargado a experiência de centros integrados agrogeológicos em todas as províncias, para apoiar as famílias através de processos e normas adequados a dimensão dos Objectivos do Desenvolvimento Sustentável até 2030, com o objectivo de se combater a fome e a pobreza.

“O Governo apoia a agricultura familiar, associações e cooperativas de agricultores e trabalha para melhorar o escoamento dos produtos. Também damos crédito a programas agro-industriais para aumentar a produção e o abastecimento. Consideramos a agro-ecologia, o uso de biotecnologias simples, o manejo do solo, da água e de novas energias renováveis e a descentralização dos Programas de Adaptação à Agricultura como elementos que contribuem para a melhoria da renda e produtividade das famílias”, asseverou Fátima Jardim.

De acordo com Fátima Jardim, se está a desenvolver experiências com centros agro-geológicos integrados, para apoiar milhares de famílias. “Devem ser adaptados à dimensão integrada do desenvolvimento sustentável para combater à pobreza, à fome e melhorar a nutrição, garantindo níveis mais elevados de educação comunitária e o padrão de vida de nossas populações. Precisamos adaptar as nossas capacidades, pois estamos impactando milhares de mulheres, jovens e crianças”, reforçou.

A diplomata angolana adiantou que a agricultura familiar é determinante para a produção agrícola e as mulheres desempenham um papel importante neste sector da economia. “Porém, os instrumentos de produção são tradicionais, exigindo muito esforço, mas com baixa produtividade. A mecanização agrícola é, sem dúvida, a resposta ao crescimento e à aliança entre inclusão e aumento da produção. A grande esperança de transformação, modernização e desenvolvimento agrícola está na população jovem do campo, motivada para o empreendedorismo e o agro-negócio”, disse.

Para Fátima Jardim, é importante a criação de modelos de fácil acesso e municipais, com programas organizações integradas que envolvem agricultores, comerciantes e famílias no terreno. Estamos a trabalhar para fortalecer nossos programas nacionais para aumentar a resiliência do sistema alimentar.

Adiantou que Angola está a estudar uma estratégia integrada, com programas focados em sistemas agro-alimentares, florestais e de nutrição para se melhorar a governança integrada, levando ao aumento da produção, preservação da biodiversidade, gestão equilibrada e sustentável dos recursos e redução das emissões de gases de efeito estufa.

Para o efeito, avançou, programas locais descentralizados são importantes, mas o treinamento e a organização precisam do apoio da FAO, FIDA e PMA, como parceiros de desenvolvimento que incentivam iniciativas de desenvolvimento e parcerias público-privadas, para permitir a integração regional e a cooperação multilateral e global.

Fátima Jardim disse que “Angola dá a sua concordância à nova visão da organização” e deseja continuar a colaborar de forma estreita com o seu director-geral e beneficiar da sua assistência técnica.

Na sua óptica, a recente aprovação da iniciativa Mão na Mão pode ser um factor para a dinamizar a cooperação entre Angola e a FAO.

A embaixadora felicitou, por outro lado, a FAO pela elaboração do relatório sobre o estado da agricultura e a alimentação no mundo, que reflecte a situação preocupante em termos alimentares, com o número crescente de pessoas com fome e os efeitos das alterações climáticas.

Em relação as alterações climáticas, a diplomata defenderam a implementação do Acordo de Paris para atenuar-se os efeitos crescentes e dramáticos desse fenómeno causado em parte pela actividade humana.

A diplomata adiantou que o relatório revela ainda o muito que há por fazer para cumprir-se, até 2030, os Objectivos do Desenvolvimento Sustentável, mas transmite, contudo, a esperança de que será possível concretiza-los com o engajamento de todos.

Fátima Jardim defendeu a pesquisa para a transformação da agricultura, sem se subestimar o conhecimento tradicional e a utilização das biotecnologias que podem contribuir para a melhoria dos rendimentos agrícolas, a actuação contra as pragas e as enfermidades e minimizar os efeitos da agricultura no ambiente.

Fátima Jardim agradeceu o director-geral da FAO, a Direcção de Emergências da FAO e o Governo da Bélgica pelo rápido apoio na gestão do modelo inovador de integração comunitária regional desse fenómeno, apontando para a necessidade da criação de Centros de Emergência em várias localidades sub-regionais, a fim de promover os estudos e manejo de pragas, o manejo da biodiversidade e adaptação às mudanças climáticas com agro-ecologia e a implementação de planos comunitários, monitoramento e informação.

A 42ª Conferência da FAO, que decorrer em formato virtual, está analisar, entre outros pontos, a “Situação Mundial da Alimentação e da Agricultura”, questões jurídico-constitucionais da Organização, a nomeação dos membros para os seus comités e a admissão demais Observadores na Organização.

FonteAngop

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