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Bolsonaro confirma Copa América no Brasil e divulga sedes

Partidas serão realizadas no Distrito Federal, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Goiás. Doria muda de ideia e São Paulo não receberá torneio: “Prioridade é conter a pandemia”.

O presidente Jair Bolsonaro confirmou nesta terça-feira (01/06) que a Copa América será sediada no Brasil neste ano. Ele anunciou também as quatro unidades da Federação onde os jogos serão realizados: Distrito Federal, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Goiás.

“Escolhemos as sedes em comum acordo, obviamente, com os governadores. (…) Então, ao que tudo indica, prezado [Marcelo] Queiroga [ministro da Saúde], seguindo os mesmos protocolos, o Brasil sediará a Copa América”, afirmou o presidente em evento no Ministério da Saúde.

O ministro-chefe da Casa Civil, Luiz Ramos, também anunciou no Twitter: “Confirmada a Copa América no Brasil”. As partidas serão realizadas sem público.

O governador de São Paulo, João Doria, que havia inicialmente defendido a realização do torneio no Brasil, mudou de ideia e anunciou que o estado não será uma das sedes do campeonato. “Concluímos que representaria uma má sinalização do arrefecimento no controle da transmissão do coronavírus”, escreveu.

Os estádios que receberão os jogos serão o Mané Garrincha, em Brasília, o Maracanã, no Rio, a Arena Pantanal, no Mato Grosso, e o Olímpico e o Antônio Accioly, ambos em Goiânia.

No dia anterior, a Conmebol havia informado que o Brasil seria a nova sede do torneio de seleções, após as desistências de Argentina e Colômbia.

Políticos e epidemiologistas criticaram de forma veemente a realização do evento, lembrando que mais de 460 mil pessoas morreram de covid-19 no Brasil e que a pandemia não dá sinais de desaceleração.

“Escolhemos as sedes em comum acordo, obviamente, com os governadores”, disse Bolsonaro
(DR)

“Campeonato da vacinação”
O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Pandemia, fez nesta terça um apelo ao jogador Neymar no qual pediu que ele e a seleção brasileira não aceitem disputar o torneio. “Neymar, eu queria dirigir uma palavra a você: não concorde com a realização dessa Copa América no Brasil. Não é esse o campeonato que nós precisamos agora disputar. Nós precisamos disputar o campeonato da vacinação”, disse.

“É inacreditável que o governo federal queira sediar a Copa América aqui no Brasil no exato momento em que a pandemia se agrava e enche como nunca os nossos cemitérios, as nossas UTI’s, e a terceira onda começa a chegar”, disse o senador. “Seria transformar essa copa em campeonato da morte.”

Jogadores de Argentina e Uruguai criticam
O atacante da seleção argentina Sergio ‘Kun’ Agüero classificou como correta a decisão da Conmebol em retirar a competição da Argentina, mas também rejeitou que a Copa América devesse ser disputada no Brasil.

“Se no Brasil está complicado, não se pode jogar. Acho que ouvi falar que as fronteiras estão fechadas. É muito difícil das uma opinião. Nós como como jogadores queremos jogar, mas a questão é encontrar um bom lugar para jogar”, disse o atacante recém-contratado pelo Barcelona, que contraiu a covid-19 há alguns meses e lembrou que foi “bastante complicado”.

Os jogadores uruguaios Matias Viña, que atua no Palmeiras, Giorgian De Arrascaeta, meio-campista do Flamengo, e a estrela da companhia, o atacante Luis Suárez, também expressaram preocupação com a realização do torneio.

Seis das 10 seleções vacinadas
A menos de duas semanas para o início da Copa América, seis das dez seleções participantes e os árbitros receberam, ao menos, a primeira dose da vacina contra covid-19 – Paraguai, Chile, Venezuela, Uruguai, Equador e Bolívia. A Conmebol recebeu as vacinas como doação do laboratório chinês Sinovac, que produz a Coronavac.

A seleção brasileira deverá ser vacinada somente após os dois jogos válidos pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo: 4 de junho contra o Equador e 8 de junho contra o Paraguai. Alguns atletas já foram vacinados, como Neymar, Lucas Paquetá e Maruqinhos. O treinador Tite recebeu a segunda dose em 14 de maio.

Cada delegação de cada país deve ter no máximo 65 pessoas, somando jogadores, comissão técnica e dirigentes, e todos os integrantes devem estar vacinados.

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