InicioMundoAmérica do SulProtestos na Colômbia registam maior intensidade e morrem mais pessoas

Protestos na Colômbia registam maior intensidade e morrem mais pessoas

O Presidente da Colômbia Ivan Duque anunciou que vai enviar tropas para a cidade de Cali, onde o movimento de protesto contra a gestão do executivo regista uma crescente intensidade. A morte de várias pessoas, nas manifestações de sexta-feira começa a inquietar a comunidade internacional sobre a reacção policial frente aos protestos iniciados nas últimas semanas.

Na sexta-feira, dia 28 de Maio 2021, fez um mês que os protestos tiveram início na Colômbia, contra a decisão do governo do Presidente Ivan Duque de aumentar os impostos, o que segundo os especialistas afectará sobretudo as camadas mais desfavorecidas do país latino-americano.

Segundo as autoridades colombianas, na sexta-feira, três pessoas morreram durante os protestos, aumentando para 49 o número de mortos desde que começaram as manifestações na Colômbia. Entre os mortos estão dois polícias.

Perante a crescente intensidade dos protestos, o chefe de Estado, Ivan Duque, decidiu após uma reunião do conselho de segurança interno, enviar militares para a cidade de Cali em apoio às forças policiais que enfrentam os manifestantes.

De acordo com o edil de Cali, Jorge Ivan Ospina, as últimas mortes ocorreram após um confronto entre manifestantes que defendiam uma barricada e os que queriam passar através da mesma.

Um funcionário da Procuradoria de Cali afirmou que foi um agente, de folga, quem disparou contra a multidão de manifestantes e matou um civil. Em seguida, ele foi linchado pelos manifestantes.

Jorge Ivan Ospina, deplorou, segundo ele, a situação caótica marcada pela morte e o sofrimento.

A organização para os direitos humanos, Human Rights Watch, considera que o número de mortes ocorridas desde o início dos protestos, é superior ao anunciado oficialmente.

A ONG, afirma que morreram 63 pessoas e que a situação é muito grave em Cali, cidade de 2,2 milhões de habitantes.

Até a data os protestos resultaram igualmente em 2000 feridos e em mais de 100 pessoas desaparecidas.

À semelhança de outros países no mundo, a pandemia da Covid-19 mergulhou no desespero os sectores mais desfavorecidos da população colombiana. Cerca de 42,5% dos 50 milhões de habitantes da Colômbia estão na pobreza e sobrevivem com uma pequena ajuda do Estado.

FonteRFI

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