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Pemba, o refúgio de milhares de deslocados depois de uma longa viagem

Ainda há pouco tempo, Pemba era conhecida por ser um pequeno paraíso turístico às margens das águas azul-turquesa do Oceano Índico. Mas em cerca de três anos, Pemba tornou-se um refúgio para milhares de pessoas deslocadas que fogem da violência perto da fronteira com a Tanzânia.

No passado 24 de Março, a cidade de Palma foi invadida. Mumade Ali, alfaiate de 27 anos, fugiu com 4 membros de sua família. Ele partiu pelo mar e foi surpreendido pelos terroristas que levaram tudo o que tinha. Ele agora está alojado num ginásio em Pemba, como centenas de outras pessoas cuja única posse é uma esteira e uma mochila.

“Eu fugi no dia do ataque e quando chegamos a uma ilha fomos interceptados por um grupo de terroristas. Eles tiraram tudo de nós. Nós sobrevivemos. Minha irmã ficou com os filhos em Palma, não tenho notícias”, conta Mumade Ali.

Alguns dos deslocados que continuam a chegar ao porto de Pemba, são esperados. Eles encontrarão abrigo não muito longe dali num bairro de ruas estreitas com casas de madeira e chapa. Eles serão albergados por um membro da família, um conhecido.

Josina Fernandes vive em Pemba há 6 anos. Ela vem de Macomia, mais ao norte. Ela recebeu 36 pessoas na sua casa, mas chegaram a ser 58.

“Somos 36 aqui. Eles dormem debaixo da rede mosquiteira, outros em esteiras, outros sobre capulanas. Dormimos assim. Para comer, temos ajuda”, refere Josina Fernandes.

De acordo com dados oficiais, desde o início dos ataques no norte de Moçambique, mais de 2.500 pessoas foram mortas e cerca de 700.000 outras são agora deslocados internos, numa população de 30 milhões de pessoas.

FonteRFI

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