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Reeditada em França a obra da lenda da música guineense José Carlos Schwarz

No passado mês de Abril, uma editora discográfica francesa, a “Hot Mule”, editou um disco que é uma compilação das canções da lenda da música de Guiné-Bissau José Carlos Schwarz. Intitulado “Lua Ki Di Nos”, este trabalho editado em vinil mas também disponível online, é um retrato e uma homenagem a este artista ligado à época da luta anticolonial, nos anos 70.

Poeta e musico, autor de canções denunciando a opressão ao mesmo tempo que dignificavam as sonoridades tradicionais da Guiné-Bissau, no seio do grupo “Cobiana Djazz” e a solo, José Carlos Schwarz chegou a ser torturado e estar preso nos primórdios da década de 70 devido ao seu envolvimento político.

Após 1973, ano em que é proclamada a independência da Guiné-Bissau, José Carlos Schwarz torna-se director do departamento de artes e cultura do seu país, tendo igualmente a seu cargo o pelouro da infância na Guiné-Bissau. Um percurso promissor que acaba muito cedo, aos 27 anos, em Maio de 1977, num acidente de aviação em Havana, pouco depois de ser nomeado diplomata na Embaixada do seu país em Cuba.

Dele restam contudo músicas que nunca perderam o seu simbolismo nem o seu encanto e que hoje, mais de 40 anos depois, são dadas a conhecer e reconhecer por Louis Hautemulle, fundador da entidade que reedita a obra de José Carlos Schwarz, depois de literalmente sentir “amor à primeira vista”. Conversamos com ele e também com um dos filhos do artista, Remna Schwarz que é também músico. Ambos evocaram esta figura maior da cultura da Guiné-Bissau.

FonteRFI

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