InicioAngolaPORTFÓLIO - Angola: Medo de perder o poder "Acorda" MPLA

PORTFÓLIO – Angola: Medo de perder o poder “Acorda” MPLA

 

(D.R.)

Sentimentos de apreensão gerados pela ideia de que o MPLA poderá não conseguir vencer as próximas eleições, em resultado da vitalidade que a UNITA vem revelando como principal partido da oposição,têm vindo a ser assinalados em meios do regime, nos seus diversos escalões.

São consideradas reflexo da referida apreensão medidas e evidências da política governamental como as seguintes: -A nomeação de BENTO BENTO (BB) como principal responsável da estrutura do MPLA em Luanda.

O protagonismo político acrescido (e inerente visibilidade pública) que CAROLINA CERQUEIRA (CC), ministra de Estado para a Área Social, passou a ter – inclusive na coordenação da acção governativa relacionada com os problemas urbanos de Luanda. (Para ler mais em África Monitor – www.africamonitor.net)

ANGOLA

A decisão da PGR de Angola de confiscar vários empreendimentos habitacionais construídos com fundos públicos (Sonangol) em proveito pessoal de Isaac dos Anjos, causou perplexidade em meios políticos de Luanda (Ler mais em: www.africamonitor.net)

Lourenço prepara mudanças no CEMGFA

A fraca preparação militar do CEMGFA (a sua nomeação interrompeu uma linha de provimento do cargo por oficiais qualificados), acrescida de inclinações que lhe são atribuídas,entre as quais a “marginalização”a que vota os oficiais oriundos da UNITA e os mestiços, fez com que a sua nomeação, em 2017, fosse por si própria geradora de sentimentos de mal-estar interno. Terá sido, aliás, a segunda escolha de JL, que se inclinava para o Gen. HIGINO DE SOUSA“ZÉ GRANDE”. Também representaram focos de descontentamento nomeações a que o CEMGFA procede/manda proceder, atribuídas a tendências de “amiguismo” , ou a proliferação de rumores no sentido de que a corrupção continua a ser impunemente praticada nos mais elevados escalões das FAA. (Ler mais em: www.africamonitor.net)

Angola: Lourenço desaponta Americanos

O PR angolano, JOÃO LOURENÇO (JL) é apresentado como “uma certa desilusão” por altos funcionários do Departamento de Estado (DE) cujos pontos de vista usualmente reflectem tendências da política externa dos EUA. A desapreciação é especialmente alimentada por aquilo que consideram ser a “incipiência” das políticas reformistas de JL. Os compromissos que JL tem vindo a estabelecer com figuras e grupos do regime que se afastaram dele e/ou passaram a contestá-lo, tiveram por finalidade promover um reagrupamento do partido à sua volta– objectivo considerado decisivo para vir a ser apresentado como “cabeça de lista” do MPLA às eleições de 2022,a disputar num clima que se prevê de reforço da oposição. (Ler mais em: www.africamonitor.net)

Rússia-África: Negócios em Alargamento da Defesa a Novas Tecnologias

Organizada pelo Ministério do Desenvolvimento Económico da Rússia,a recente Conferência Rússia-África confirmou a tentativa de Moscovo para reactivar o papel que chegou a manter em África no período da descolonização e pós-independência, agora tirando partido nos negócios de um relacionamento político próximo. As relações económicas russas com África ainda estão em grande parte sustentadas no norte do continente, em especial Egipto eArgélia que representam2/3 das exportações para o continente, mas as orientações políticas de Moscovo são no sentido de acelerar o investimento na África central e austral. A Conferência Rússia-África deu seguimento à estratégia empresarial russa para o continente, lançada em Sochi, e antecede a nova cimeira Rússia- África, que se espera venha a ter lugar em 2022.

Descompasso da cúpula do poder deixa combate à corrupção de JLo enfraquecido

Pesquisa sobre corrupção realizada pelo Centro de Estudos Africanos da UCAN apontam que esse fenómeno em Angola continua a ser pouco abrangente, sobretudo na sua execução. Investigador defende que o assunto deixe de ser apenas agenda do Titular do Poder Executivo e passe a ser do Estado.

Em plena semana da legalidade, Eduardo Sassa, investigador do Centro de Estudos Africanos da Universidade Católica de Angola (UCAN), desaconselha que o combate à corrupção continue a ser apenas agenda do Titular do Poder Executivo, mas, sim, do Estado, por ser um problema transversal da sociedade.

O académico revela que os dados disponíveis pelas investigações mostram que o processo devia ser mais abrangente, quer em termos de concepção como também de execução.

“Tratando-se de um problema transversal, embora no País tenha uma geografia circunscrita a uma elite ligada ao partido no poder, a corrupção é um mal generalizado e um problema do Estado.

Por isso, tinha de haver uma agenda do Estado, porque o partido que está hoje no poder pode sair, mas esse lema, se estiver na agenda do Estado, mesmo que haja outro, esse, por sua vez, poderá dar continuidade”, observa. (Novo Jornal)

(D.R.)

General Tavares na lista de sucessão para governar Luanda

General José Tavares (Foto: D.R.)

Ao total, o Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço, tem quatro nomes cujos perfis ou trajetórias estão a ser analisadas pela competente “assessoria política”. Dentre os candidatos está igualmente na corrida o actual Director do Gabinete de Acção Psicológica e Informação da Casa de Segurança, Ernesto Manuel Norberto Garcia, e o administrador cessante do município do Talatona, engenheiro Ermelindo da Silva Gonçalves Pereira. O quarto elemento é um dos vice-governadores de Luanda.

Há poucos dias, a governadora foi orientada a liberar, “já” o terceiro candidato, Ermelindo Pereira das funções de administrador municipal, representando por outro lado algum sinal sobre a preferencia desde candidato, que no passado já exerceu funções de Vice-Presidente da Comissão Administrativa da Cidade de Luanda (CACL).

A percepção generalizada, a nível do regime, é de que as atenções recaem ao general Tavares Ferreira, em função da antiga ligação amizade que o une, a João Lourenço desde o tempo em que ambos partilhavam o mesmo dormitório na Rússia. Por outro lado, concorrem sugestões desencorajadoras alertando sobre uma futura ausência de articulação com o novo Primeiro Secretário provincial de Luanda, Bento Sebastião Bento. O general Tavares Ferreira e Bento Bento são dados como adversários, visto que ao tempo em que ambos lideravam Luanda, não se consideravam. Uma era a favor pelo dialogo com os manifestantes (vulgo revús) enquanto que o outro era pelo exercício da agressão contra o jovens, resultando no assassinato de dois ativistas (Isaias Cassule e Alves Kamulingue) em 2012.

A reabilitação política do general Tavares Ferreira começou acentua-se em meados do ano passado quando se insinuou ao Presidente da República, sobre a sua valência em negociar com os jovens que se manifestam contra o regime, uma tarefa que chegou a desempenhar ao tempo de José Eduardo dos Santos oferecendo uma carrinha e gerador de electricidade aos rapazes do município do Sambizanga. Alega-se que Tavares Ferreira terá já apresentado uma equipa de apoio ao João Lourenço ou de combate a oposição, na qual integra, o antigo conselheiro da ERCA, pela UNITA, Carlos Raimundo Alberto.

Segundo fontes do Club-K, o cenário de afastado de Joana Lina esta previsto para “daqui há alguns meses”, observando a cálculos tendentes a não parecer uma exoneração por pressão popular, ou humilhação contra a senhora.

Informações ainda não oficiais, atestam que Joana Lina teria manifestado sair por vontade própria quando lhe foi imposta uma comissão ministerial de combate ao lixo, em Luanda, comandada pela ministra de Estado para a Área Social, Carolina. O argumento, que se diz que lhe foi transmitido, é de que a referida comissão não iria atrapalhar e que deveria trabalhar tranquilamente, sem perturbações.

Enquanto Joana Lina, aguarda até os próximos meses por um veredito final, um militante do MPLA, identificado pela alcunha de “A.M Timetable”, fez sair uma advertência nas redes sociais alertando ao líder do seu partido para que “não deixa que haja usurpação de poderes e competências na gestão da nossa capital. A comissão multisectorial criada é mesmo só ajudar na limpeza da nossa capital, mais nada”.

“Vamos dar meios humanos e financeiros à governadora Joana Lina, para trabalhar e que que haja mesmo separação de poderes entre o Partido e Governo provincial de Luanda”, lê-se na mensagem que deixando um recado ao actual Primeiro Secretário Provincial do MPLA, “que não faça como, no passado, quando criou espinhos para Dra. Espírito Santos.

Camarada Bento Bento, nós sabemos, o levou o ex-Presidente da República, a exonerar a então governadora. O momento não é de colocar pedras, no caminho da governadora, é, todos nós, os habitantes da capital, ajudarmos a governação da nossa cidade.”.

Reportagem em Angola: arrancar diamantes à miséria

Na Lunda Norte, os diamantes são os melhores amigos das empresas que os exploram, mas pouca vantagem trazem à população da região de onde são extraídos

Escavar, lavar, peneirar. Todos os dias, Moisés Armando repete os mesmos movimentos à espera de encontrar no fundo da peneira o brilho da pedra rara que todos querem. Como ele, dezenas de outros garimpeiros seguem o caminho estreito aberto no capim, nas proximidades da vila mineira de Cafunfo, no norte de Angola, que os levará às margens do rio onde vão tentar a sorte e insistir num sonho: descobrir o diamante que os vai salvar de uma vida de miséria.

Aqui as pedras preciosas abundam, mas não brilham para todos. Províncias como a da Lunda Norte estão entre as mais pobres de Angola, contrastando com a riqueza gerada pelos diamantes, que representam, a par do petróleo, uma das principais fontes de receitas do país. (Expresso-Lusa. Artigo exclusivo)

Por: Raquel Rio (texto) e Ampe Rogério (fotos), Lusa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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