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Angola: Professores e trabalhadores do ensino iniciam greve nacional

Uma onda de greves no sector da Educação está a marcar a recta final do ano lectivo em Angola, que já é considerado atípico por causa das constantes paralisações por força da pandemia. SINPTENU inicia nova paralisação.

Começa esta quinta-feira (22.04), em Angola, a primeira fase da greve convocada pelo Sindicato Nacional de Professores e Trabalhadores do Ensino Não Universitário (SINPTENU). O secretário nacional desta força sindical, Vitor Jimbi, entende que há pouca vontade da entidade patronal de resolver os problemas dos docentes.

“O Executivo não dispõe de massa salarial para poder atender aos professores que são 181 mil agentes da educação, para poder fazer atualização de salários, para poder fazer promoção de categoria, enfim, e isso é uma demagogia e nós não aceitamos”, sublinha.

Na próxima segunda-feira (26.04) deverá arrancar uma outra greve, convocada pelo Sindicato Nacional de Professores (SINPROF). No centro das negociações com a entidade patronal estão vários pontos, com realce para o pagamento de subsídios aos professores que trabalham em zonas recônditas, bem como a valorização do tempo de serviço.

Angola Lehrer streiken in Bengo | Cesar AntonioCésar António, secretário do SINPROF no Bengo

Professores exigem respeito pela classe

O professor Bento Mussulo também entende que tem havido pouca vontade do Governo angolano para resolver os problemas dos professores: “A nossa grande luta, neste momento, que é a nossa bandeira, vai ser a valorização do tempo de serviço, a nossa categoria para que o professor ao ir para a reforma seja recompensado com tempo de serviço que exerceu”.

Pascoal Nicolau, outro professor, diz que com a perda do poder compra a situação ficou mais complicada. O docente aguarda há mais de uma década a atualização de categoria. “Estou no Ministério [da Educação] desde o ano de 2010, na verdade é uma luta que todos nós queremos e a situação que nós passamos, na verdade é muito difícil, esperamos que haja um bom senso por parte do Executivo”, afirma.

O secretário do Sindicato Provincial do SINPROF no Bengo, César António, avança que tem havido negociações, mas sem sucesso com a entidade patronal. “O Governo acha que o tempo de serviço deve ser atendido apenas para 43.000 professores, ao passo que o SINPROF acha que o tempo de serviço deve ser abrangente”, explica.

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FonteDW
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