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Chade: Presidente Idriss Déby reeleito para sexto mandato

No poder há já 30 anos, o Presidente do Chade, Idriss Déby, foi reeleito para um sexto mandato com 79,32% dos votos, segundo dados provisórios. Exército abateu mais de 300 rebeldes em tentativa de incursão no norte.

A afluência às urnas nas eleições presidenciais de 11 abril foi de 64,81%, anunciou o presidente da Comissão Nacional Eleitoral Independente, Kodi Mahamat Bam, acrescentando que os resultados ainda são provisórios.

Albert Pahimi Padacké, antigo primeiro-ministro de Idriss Déby, ficou em segundo lugar com 10,32% dos votos expressos, enquanto Lydie Beassemda, a primeira mulher a candidatar-se à Presidência do Chade, ficou em terceiro lugar, com 3,16% dos votos.

Oficialmente havia nove candidatos a concorrer contra Déby, mas apenas seis acabaram por disputar a eleição com o Presidente reeleito, já que três anunciaram a saída da corrida eleitoral apelaram um boicote às eleições.

A reeleição do marechal Déby, que governa o Chade desde 1990 com “punho de ferro”, era prevista, já que outros seis adversários são figuras com um peso político relativamente pequeno.

Membros do grupo rebelde FACT
(DR)

Abatidos mais de 300 rebeldes
A reeleição é anunciada numa altura em que aumentam as tensões e a violência no país da África central. O Exército anunciou na segunda-feira (19.04) que matou mais de 300 rebeldes que iniciaram há oito dias uma incursão no norte do país.

Rebeldes da Frente para a Mudança e Concórdia no Chade (FACT) lançou uma ofensiva a partir das suas bases na Líbia, a 11 de abril, dia das eleições presidenciais no Chade, disse à agência France Presse o porta-voz do Exército, general Azem Bermandoa Agouna.

Cinco soldados também foram mortos e outros 36 foram feridos em combates contra os rebeldes no passado sábado (17.04), além de terem capturado três líderes da FACT, disse Agouna. Os militares também recuperaram 26 veículos, alguns dos quais equipados com armas pesadas, revelou ainda o porta-voz.

A FACT, um movimento militar e político rebelde, fundado em 2016, que procura desestabilizar o governo de Idriss Déby, informou, numa declaração divulgada no domingo (18.04), que tinha “libertado a região de Kanem”, onde os combates tiveram lugar.

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