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Cartografia de riscos naturais nos Estados membros da CEEAC

O Projecto de cartografia de riscos naturais nos estados membros da CEEAC foi apresentado em  workshop de validação final a 29 e 30 de Março de 2021.

Os peritos da IGN FI e BRLi apresentaram sucessivamente as metodologias implementadas para a avaliação dos perigos, vulnerabilidades e riscos de acordo com os seus respetivos conhecimentos.

Em Outubro de 2019, o consórcio IGN FI (www.IGNFI.com) – BRLi recebeu o contrato regional para a avaliação dos perigos, vulnerabilidades e riscos nos Estados-Membros da Comissão da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC), a organização internacional para o desenvolvimento económico, social e cultural dos seguintes Estados-Membros: Angola, Burundi, Camarões, República Centro-Africana, República do Congo, República Democrática do Congo, Gabão, Guiné Equatorial, Chade, São Tomé e Príncipe e Ruanda.

Financiado pela União Europeia, no âmbito do programa ACP-UE para o desenvolvimento da resistência aos riscos naturais da CEEAC, e gerido pelo Fundo Global para a Redução e Recuperação de Desastres (GFDRR) do Banco Mundial, este projeto incluiu a organização de um seminário regional realizado a 29 e 30 de Março de 2021 por videoconferência. Este seminário marca o fim do projecto.

Organizado em dois meios dias, o seminário regional para a validação da cartografia dos riscos naturais nos Estados-Membros da CEEAC realizou-se a 29 e 30 de Março de 2021, por videoconferência, tendo em conta o contexto sanitário relacionado com a COVID-19.

No seu discurso introdutório, falando em nome do Embaixador Gilberto da Piedade Veríssimo, Presidente da Comissão da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC),  o senhor Honoré Tabuna, Comissário responsável pelo Ambiente, Recursos Naturais, Agricultura e Desenvolvimento Rural, recordou o grande impacto dos efeitos da pressão demográfica, da urbanização não planeada, da perda de biodiversidade, da degradação dos solos e ecossistemas e das alterações climáticas na vida quotidiana das populações dos onze Estados-Membros da África Central, ou seja, 182 milhões de habitantes.

De facto, desde 1970, a África Subsariana sofreu mais de 2000 catástrofes, das quais pouco menos de metade ocorreram na última década. Entre as catástrofes mais comuns na África subsariana encontram-se inundações, secas, mas também ciclones, terramotos, deslizamentos de terras, erupções vulcânicas, erosão costeira e epidemias.

Como introdução ao primeiro dia, o líder da missão, Gilles MARTIN, recapitulou os objetivos e desafios do projeto. Depois, os peritos da IGN FI e BRLi apresentaram sucessivamente as metodologias implementadas para a avaliação dos perigos, vulnerabilidades e riscos de acordo com os seus respetivos conhecimentos: constituição de modelos hidrológicos e hidráulicos; avaliação dos perigos geotécnicos; exploração dos dados climáticos; e finalmente, estudo dos riscos de submersão marinha e erosão costeira.

O segundo dia incluiu a apresentação e validação dos vários resultados do projeto. Foi apresentado o Atlas de riscos da CEEACproduzido no âmbito do projeto. Os riscos são considerados em duas escalas muito diferentes: o atlas apresenta, por um lado, os principais tipos de perigos e a sua distribuição geográfica na CEEAC (riscos de inundação fluvial, riscos geotécnicos, riscos climáticos e riscos específicos das zonas costeiras), e, por outro lado, foca-se nas principais cidades da zona e nos seus riscos específicos.

Tal como indicou Camille Pinet, gestora de projeto da IGN FI: “Assegurámos que os resultados fossem tão claros quanto possível e que pudessem ser utilizados por todos os perfis de utilizadores: desde peritos e técnicos a decisores e ao público em geral. ”

Além da criação do atlas, todos os dados recolhidos e produzidos no âmbito do projeto foram estruturados numa base de dados, colocada à disposição da CEEAC, que poderá ser utilizada posteriormente pelos peritos encarregados de prosseguir o trabalho.

Para Marie-Christine Germain, directora de projeto da BRLi, “esta base de conhecimentos única permitirá a todos os Estados-Membros compreender melhor o risco de acordo com as características específicas de cada território e assim poder construir estratégias regionais ou nacionais para as zonas mais expostas ao risco, o que se pode traduzir, para zonas particularmente sensíveis, em ações específicas destinadas a reduzir os riscos e os danos a pessoas e bens.”

Tal como relembrou Semingar NGARYAMNGAYE, Coordenador regional para a gestão de risco de desastres e adaptação às mudanças climáticas, este projeto não é um fim em si, mas sim uma etapa, pois esta escala de estudo não permite o desenvolvimento de Planos de Prevenção de Riscos (PPR).

Este atlas representa, portanto, uma primeira base sintética de conhecimentos para a prevenção de riscos, que deve basear-se inicialmente na educação e ser parte integrante da gestão sustentável dos territórios propensos a profundas mudanças socioeconómicas e ambientais.

No final do seminário, os participantes confirmaram o seu interesse, e levantaram a importância da formação e transferência de competências para as equipas nacionais, de modo a permitir a exploração destes dados e a sua actualização regular.

O seminário constituiu uma oportunidade para os participantes darem feedback sobre o conteúdo do atlas, bem como das informações adicionais regionais ou locais.

Estas contribuições, transmitidas durante o seminário e durante os poucos dias que o precederam e seguiram, enriquecem os resultados do projecto e são integradas no mesmo antes da sua edição final.

Uma vez validado, o atlas será entregue à CEEAC em formato digital e em papel.

No total, mais de 40 pessoas (pontos focais da redução do risco de desastres dos Estados-Membros, representantes e peritos, administrações e instituições envolvidas na gestão do risco de desastres) participaram nos intercâmbios.

 

 

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