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Cabo Verde: Ulisses Correia e Silva fala em “grande vitória”

O presidente do MpD, Ulisses Correia e Silva, falou em “grande vitória” nas eleições legislativas em Cabo Verde e disse que o resultado é uma “lição” para a oposição. O líder do MpD destacou que esta é uma vitória sem equívocos e que os cabo-verdianos “deram um cartão vermelho” a um “tipo de política que não deve fazer escola aqui em Cabo Verde” com “populismo exagerado, irresponsabilidade, falta de sentido de Estado”.

“Foi uma grande vitória, a vitória de Cabo Verde. Nós estávamos à espera desta vitória”, declarou Ulisses Correia e Silva, primeiro-ministro em funções, no discurso da vitória, na sede nacional do Movimento para a Democracia (MpD), na Praia.

Ulisses Correia e Silva lembrou “a condição emergencial muito difícil” com “três anos de seca e um ano de pandemia” e disse que se conseguiu “dar a volta” e é tempo de “continuar um bom trabalho e colocar Cabo Verde num caminho seguro para o desenvolvimento”.

O presidente do MpD disse que o resultado é uma “lição” para a oposição.

“Em 2016, eu tinha dito que ninguém perdeu as eleições. Desta vez houve perdedores. Houve perdedores relativamente àqueles que fizeram da política a forma de ataque não ao governo nem ao MpD, mas ataque ao país: política da terra queimada, uma posição pouco contributiva, negacionista, pouco positiva – aliás muito negativa. Trouxe muito pouco para o país e, em situações muito difíceis, nós esperávamos que houvesse uma atitude diferente. É uma lição para esta oposição porque Cabo Verde precisa de oposição forte mas responsável e com sentido de Estado”, apontou.

Ulisses Correia e Silva destacou que esta é uma vitória sem equívocos e que os cabo-verdianos “deram um cartão vermelho” a um “tipo de política que não deve fazer escola aqui em Cabo Verde” com “populismo exagerado, irresponsabilidade, falta de sentido de Estado”.

“Nós vencemos e não há equívocos. Vencemos de uma forma muito clara, a mensagem dos cabo-verdianos é muito clara. É uma mensagem de compromisso para o futuro, é uma mensagem de confiança, é uma mensagem de rejeição também a um tipo de política que não deve fazer escola aqui em Cabo Verde. Populismo exagerado, irresponsabilidade, falta de sentido de Estado. Os cabo-verdianos deram também um cartão vermelho a este tipo de oposição e esperemos que o próximo futuro tenha uma composição parlamentar que consiga fazer com que a oposição seja forte porque precisamos, a democracia assim o exige mas que seja responsável”, declarou.

O líder do MpD disse, ainda, que alcançar maioria absoluta seria sinónimo de estabilidade “nesta fase em que há compromissos e desafios maiores” devido à pandemia.

“A maioria absoluta é essencial porque nós queremos ter estabilidade para governar. É preciso ter em conta que este percurso, a partir de agora, vai ser muito exigente. Vamos ter necessidade de ter um suporte parlamentar maioritário que permita, por exemplo, fazer aprovar orçamentos de Estado e que dê suporte às opções do governo”, afirmou.

Ulisses Correia e Silva resumiu, também, as suas prioridades: “a massificação da vacinação” porque “a porta da esperança é a melhor arma no combate à covid”; “eliminar a pobreza extrema em Cabo Verde” com programas de retoma de crescimento económico, de protecção e apoio sociais, nomeadamente com o “aumento significativo de famílias com acesso ao rendimento social de inclusão”, o “aumento de uma forma substancial da pensão social de idosos”, a “isenção da taxa moderadora de saúde para todas as famílias em situação de pobreza extrema. Além disso, o líder do MpD disse que “a gratuidade do ensino irá continuar e o programa de reabilitação de casas vai ser reforçado”.

O dirigente também afirmou que Cabo Verde tem “todas as condições para a retoma” da economia “porque todos os países do mundo estão a lutar no mesmo sentido: vencer a covid, relançar as economias, fazer crescer novamente, gerar emprego e criar condições de melhoria de vida”.

Nas ruas, várias dezenas de militantes e apoiantes festejavam com música, muita dança, batuques e muitos esqueciam as máscaras e a pandemia de covid-19.

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FonteRFI
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