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Dia da Juventude Angolana reflecte ainda as profundas divisões partidárias do país

MPLA e partidos da oposição, bem como organizações cívicas, divergem sobre o dia

Já se passaram 19 anos desde que o país ficou em paz, mas o 14 de Abril, em que se celebra o Dia da Juventude Angolana não encontra formas de ser consensual.

A oposição diz que não se revê nela por ser uma data do partido no poder, enquanto o braço juvenil do MPLA diz que “o problema é deles”, e que o 14 de Abril vai continuar a ser celebrado como tal.

Crispiniano dos Santos, líder da JMPLA, afirma que “os que não concordam com o 14 de Abril como o dia da juventude angolana é um assunto particular deles”.

“Temos que aprender a respeitar a vontade da maioria e vamos continuar a comemorar o 14 de Abril com a maior tenacidade que se impõe”, sublinha.

Os partidos na oposição, bem como algumas organizações sociais, discordam e dizem que o 14 de Abril está ligado ao patrono do MPLA e não é de todos angolanos.

A JURA, da UNITA, a JPA, da CASA-CE e o Movimento de Estudantes Angolanos (MEA) dizem não fazer sentido que o MPLA imponha a sua data para que todos a comemorem.

O presidente do MEA Francisco Teixeira sustenta que não fica bem que o Ministério da Juventude e Desportos, que é de todos ,celebre só com membros de um único partido.

“O Ministério da Juventude vai às Lundas celebrar um acto e não leva activistas, nem um grupo de pressão sequer”, exemplifica e assegura que “isto não fica bem, não se pode celebrar o dia da juventude de um país só com pessoas ligadas a um único partido politico, não é correcto”.

O desentendimento vai não só do simbolismo da data de 14 de Abril mas também à própria governação e como ela afecta de um modo ou outro a juventude.

O líder juvenil do MPLA, Crispiniano Dos Santos, considera haver um rumo bem definido e diz que ao contrário do que se afirma “muita coisa foi feita, como universidades e muitos jovens foram inseridos no ensino”.

“Angola está num ritmo bom, o Executivo tem adoptado medidas assertivas para garantir a inclusão social dos jovens, com vários programas e projectos que estão a mudar a vida de muitos de nós e das nossas famílias, falo concretamente do PRODESI e outros projectos que contribuem para o engrandecimento do cidadão jovem sobretudo”, exemplifica aquele dirigente.

A UNITA, por via do líder do seu braço juvenil Agostinho Kamwango, considera um paradoxo um dirigente dizer que o país tem rumo nas actuais condições.

“Quando a fome aumenta, quando vemos muita gente, entre eles jovens e adultos e até crianças, a madrugar nos locais de depósito de lixo para apanhar algo para sobreviver, é estranho um dirigente vir dizer que o país tem rumo”, afirma Kamwango, que pede “mais sensibilidade e humildade para reconhecer que até aqui falharam”.

Temos assistido a um recuo no país quanto aos direitos, liberdades e garantias fundamentais, nota-se um recuo na construção de um Estado que sirva todos, recuo em todas as vertentes, o MPLA já deu tudo que havia de dar não há mais a fazer”, acrescentou.

Por seu lado, a CASA-CE, através do líder da Juventude Patriótica de Angola Eduardo Garcia, diz que a sua coligação não se revê no 14 de Abril como data da juventude angolana e considera a situação actual dos jovens e não só como “deplorável porque cresceu o número de jovens desempregados, famílias desestruturadas porque os pais perderam a capacidade de sustento, a situação tornou-se miserável e fruto não só da crise económica mais sobretudo devido a má gestão do erário público, ao longo destes anos todos”

O MEA, que representa vários jovens e adolescentes, conclui que eles estão totalmente órfãos e que o país regrediu muito.

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