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Bolsonaro diz que falou “mais coisas” em conversa com Kajuru: “Podem divulgar tudo da minha parte”

Após ter trecho de conversa com senador publicada, Bolsonaro disse que falou “mais coisa” em diálogo

Kajuru, autor da gravação, garante ter avisado presidente de que conversa seria registrada

No áudio, presidente pede inclusão de governadores e prefeitos em CPI que apurará omissões de sua gestão durante a pandemia

Não foi só a oposição que repercutiu, nesta segunda-feira (12), o diálogo entre Jair Bolsonaro (sem partido) e Jorge Kajuru (Cidadania-GO). O próprio presidente afirmou a apoiadores que “falou mais coisas” além do que foi divulgado pelo senador.

“Fui gravado em uma conversa telefônica, tá certo? A que ponto chegamos no Brasil aqui (…) Só para controle, falei mais coisas naquela conversa. Podem divulgar tudo da minha parte”, afirmou Bolsonaro.

Vale ressaltar que, apesar da reclamação por ter sido gravado, Kajuru garante ter deixado claro ao presidente que gravaria o diálogo entre os dois.

“Avisei ele hoje [domingo] 12h40, que a conversa nossa seria publicada a uma hora da tarde. E assim eu fiz”, disse Kajuru ao jornal o Estado de S.Paulo.

Mesmo com país vivendo o pior momento da pandemia do novo coronavírus, chegando a registrar mais de 4 mil óbitos em 24h em duas oportunidades na semana passada, Bolsonaro voltou a pregar contra gestores estaduais e municipais que tentam frear a propagação do vírus com medidas mais restritivas.

“Primeiro tenho que estabelecer o direito de ir e vir no Brasil, o problema aqui é mais sério do que se possa imaginar. Existem protótipos de ditadores fazendo barbaridade nos estados”, reclamou o presidente aos apoiadores.

Senador Jorge Kajuru garante ter avisado presidente de que conversa entre os dois seria gravada.
(Foto: Roque de Sá / Agência Senado)

Presidente disse temer “relatório sacana” de CPI
O presidente Jair Bolsonaro pediu ao senador Jorge Kajuru em conversa gravada e publicada pelo congressista em redes sociais, para ampliar a CPI da Covid e apurar a conduta de prefeitos e governadores.

Bolsonaro disse que, se os senadores não mudarem o escopo da CPI, ampliando para investigar as ações de governos regionais também, será investigada apenas o governo federal e aliados. Segundo ele, vão ouvir “só gente nossa” para produzir “relatório sacana”.

“Se não mudar a amplitude, a CPI vai simplesmente ouvir o Pazuello, ouvir gente nossa, para fazer um relatório sacana. Tem que fazer do limão uma limonada. Por enquanto, é um limão que tá aí. Dá para ser uma limonada”, disse ao senador. Bolsonaro afirmou que o objetivo do autor da CPI, que disse não saber quem é, “é investigar omissões do governo federal na Covid”.

Segundo Bolsonaro, uma CPI “realmente útil” ao país precisaria ser mais ampla. Na gravação, ele deixa claro a vontade de incluir “governadores e prefeitos” no escopo da apuração.

“A CPI hoje é para investigar omissões do presidente Jair Bolsonaro, ponto final. Quer fazer uma investigação completa? Se não mudar o objetivo da CPI, ela vai vir só pra cima de mim. O que tem que fazer para ser uma CPI que realmente seja útil para o Brasil? Mudar a amplitude dela. Bota governadores e prefeitos. Presidente da República, governadores e prefeitos”, afirmou.

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