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Sete religiosos dos quais dois franceses são raptados no Haiti

Sete religiosos católicos, dos quais cinco haitianos e dois franceses foram raptados domingo, no Haiti. A informação foi dada pela porta-voz da Conferência dos Bispos do Haiti, país das Caraíbas confrontado com uma forte insegurança.

Segundo o padre Loudger Mazile, porta-voz da Conferência dos Bispos do Haiti, o grupo de religiosos foi raptado pela manhã, na região de Croix-des-Bouquets, próximo de Port-au-Prince, capital do Haiti, no momento em que se deslocavam para a paróquia de um novo padre.

Segundo o Padre Mazil, os raptores exigem um resgate de um milhão de dólares para libertarem os sete reféns, quatro padres e uma religiosa, haitianos, e dois franceses oriundos do oeste da França, uma religiosa do distrito de Mayenne e um padre da região de Îlle-et-Vilaine que reside no Haiti há mais de trinta anos.

Os cinco padres pertencem a Sociedade dos Padres de Saint-Jacques com sede em Guiclan, no distrito de Finistère, no oeste da França.

Paul Dossus, Superior-Geral da referida ordem confirmou à AFP na segunda-feira, dia 12 de Abril, que cinco padres do instituto de missionários, tinham sido raptados no Haiti.

O Superior-Geral acrescentou que a Sociedade dos Padres de Saint-Jacques está a rezar pelos reféns e ao mesmo tempo a negociar a sua libertação.

Em declarações à RFI, o padre Gilbert Peltro, secretário-geral da Confederação Haitiana dos Religiosos, destacou o profundo pesar com o qual foi acolhida, pela sua instituição, a notícia do rapto dos sete religiosos.

É com uma profunda dor, mas também com ira, que nós fomos informados sobre o rapto de cinco padres e duas religiosas.

Eu estava a caminho das instalações de Hanel Joseph, um padre de Saint-Jacques.

Confesso que não estamos desesperados, mas somos duramente afectados por essa situação, não como religiosos mas sim como povo, porque isso atinge toda a nação. É muito difícil. Devo dizer, que é muito difícil”. (Padre Gilbert Peltro)

A Conferência dos Religiosos do Haiti (CHR) precisou, através de um comunicado, que outras três pessoas, parentes de um padre que não faz parte dos sete reféns, foram também objecto de sequestro.

A CHR expressou a sua dor pelo que acontece aos os sete religiosos, bem como deplorou a impotência dos poderes públicos do Haiti a lutar contra a insegurança no país das Caraíbas.

A sociedade missionária dos Padres de Saint-Jacques, tem quinze religiosos no Haiti, entre os quais os raptados, num total de 80 padres e uma vintena de seminaristas, presentes em França, no Brasil e no Canadá.

A Conferência dos Bispos de França e a Conferência dos Religiosos e Religiosas de França expressaram a sua grande preocupação e convidaram os raptores a libertar os homens e as mulheres de paz que eles raptaram, de forma a” que não se acrescente mais ódio, num país já afectado pela pobreza e a insegurança” .

A polícia do Haiti suspeita o “400 Mawozo”, um gang armado, activo na região, de estar na origem do rapto dos sete religiosos.

O Ministério Francês dos Negócios Estrangeiros, confirmou num comunicado, “o rapto de dois cidadãos franceses “no Haiti.

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FonteRFI
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