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Sócrates vai a julgamento por branqueamento e falsificação

O antigo primeiro-ministro português, José Sócrates, vai a julgamento por três crimes de branqueamento de capitais e falsificação de documento.

Seis anos depois de terem sido detidos, o antigo primeiro-ministro José Sócrates e o empresário Carlos Santos Silva vão a julgamento no processo Operação Marquês por branqueamento de capitais e outros crimes.

Em causa estão 1,72 milhões de euros entregues pelo empresário e alegado testa-de-ferro a José Sócrates, que, segundo a decisão instrutória lida pelo juiz Ivo Rosa no Campus da Justiça, em Lisboa, implicam três crimes de branqueamento de capitais, embora tenha prescrito a corrupção a estes delitos.

“Mostra-se indiciado que existem entregas em dinheiro e pagamentos de 1,7 milhões de euros. No entanto, não se sabe o motivo das entregas de dinheiro, mas indiciam a aquisição de vantagem patrimonial. As entregas em numerário tinham como objectivo a compra de simpatia”, consta da decisão instrutória lida pelo juiz Ivo Rosa.

O mega processo Operação Marquês decorre há sete anos envolve um total de 28 arguidos, vários deles não foram pronunciados pela totalidade dos crimes. O juiz de instrução, Ivo Rosa, considera que não há ligações entre todos os crimes que, segundo a instrução que fez da Operação Marquês, devem seguir para julgamento.

O juiz Ivo Rosa pretende que João Perna, Ricardo Salgado e Armando Vara sejam julgados em tribunais distintos, em processos autónomos. Já José Sócrates e Carlos Santos Silva, com crimes de branqueamento capitais e três de falsificação de documentos relacionados, seguem no mesmo julgamento.

Os arguidos vão aguardar com a medida de coação de termo de identidade e residência. O Ministério Público anunciou que vai recorrer para a Relação de Lisboa.

José Sócrates foi ilibado dos três crimes de corrupção passiva de que estava acusado na sequência da decisão instrutória lida pelo juiz Ivo Rosa na sessão realizada esta sexta-feira no Tribunal Central de Instrução Criminal.

O antigo primeiro-ministro José Sócrates estava acusado de 31 crimes, três deles de corrupção passiva e relacionados com o alegado envolvimento de Sócrates no favorecimento do Grupo Lena, do BES e de um empreendimento de Vale do Lobo.

À saída do tribunal, José Sócrates afirmou que “todas as grandes mentiras hoje caíram. A acusação da fortuna escondida, a acusação de uma ligação com Ricardo Salgado é completamente mentira. Tudo isso ruiu”.

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FonteRFI
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