InicioMundoÁfricaPresidente de Costa do Marfim aceita regresso de Gbagbo e Blé Goudé

Presidente de Costa do Marfim aceita regresso de Gbagbo e Blé Goudé

O presidente marfinense Alassane Ouattara confirma que o seu antecessor, Laurent Gbagbo, e o ex-ministro da Juventude, Charles Blé Goudé, podem voltar ao país. Ouattara,que se expressou pela primeira vez, desde que Gbagbo e Blé-Goudé foram absolvidos pelo Tribunal Penal internacional de Haia, afirmou que ambos os dirigentes podem regressar livremente ao seu país, Costa do Marfim.Tanto Gbagbo como Bé Coudé,foram também condenados pela justiça marfinense, um à revelia e o outro 20 anos de prisão.

Depois da sua recente absolvição pelo Tribunal Penal Internacional de Haia por crimes contra a humanidade, o antigo presidente da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo e o ex-ministro da Juventude, Charles Blé-Goudé, foram oficialmente autorizados a regressar ao seu país, pelo chefe de Estado vigente, Alassane Ouattara.

Segundo o correspondente de RFI em Abidjan, Pierre Pinto, Ouattara sublinhou que tanto Gbagbo como Blé-Goudé, são livres para regressar à Costa do Marfim e que ,no caso do seu antecessor, o Estado marfinense vai custear as despesas da viagem de regresso.

“Os custos da viagem do senhor Laurent Gbagbo, bem como os da sua família, são assumidos pelo Estado da Costa do Marfim. Serão também tomadas providências para que o senhor Laurent Gbagbo beneficie das regalias e indemnizações com que contam os antigos chefes de Estado da Costa do Marfim”. (Alassane Ouattara, Presidente da Costa do Marfim)

Objecto de condenações também pela justiça do seu país, Laurent Gbagbo e Charles Blé-Goudé deveriam não obstante beneficiar de medidas de amnistia.

Segundo o porta-voz do governo da Costa do Marfim, Amadou Coulibaly, seria o cúmulo do cinismo pagar as despesas de viagem de alguém, para seguidamente colocá-lo atràs das grades.

“A menos que julguem que o chefe de Estado seja alguém de particularmente cínico parece-me altamente improvável oferecer os custos da viagem a alguém só por que o queremos ver atrás das grades.” (Amadou Coulibaly, porta-voz da presidência marfinense).

O regresso dos dois políticos e protagonistas de crise pós-eleitoral de 2010/2011, poderia representar o início de um processo de reconciliação nacional tendente a consolidar a frágil democracia da Costa do Marfim.

FonteRFI

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