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UNITA e a CASA-CE consideram regresso de nomes conhecidos a cargos de direcção no MPLA tentativa para recuperar “ânimo” em fase difícil de perda de popularidade

A UNITA e a CASA-CE consideram que o regresso de alguns nomes conhecidos do MPLA a cargos que já ocuparam no tempo do exPresidente José Eduardo dos Santos é um sinal evidente de que o partido no poder estar a preparar a sua campanha eleitoral e a procurar recuperar o “ânimo” que tem vindo a perder.

Os quadros reconduzidos agora em cargos que já ocuparam noutros tempos são dirigentes conhecidos, com muito potencial político. As mudanças na direcção do MPLA devem ser entendidas no âmbito da preparação desta organização política para a sua campanha eleitoral”, disse ao Novo Jornal o deputado da UNITA Alcides Sakala.

O deputado avançou ainda que “estas remodelações vão continuar à medida que se aproximam as eleições gerais e autárquicas, em que os partidos políticos apostam nos seus melhores quadros para a dinamização das suas políticas eleitorais”, acrescentou.

Alcides Sakala sublinhou ainda que as mudanças ocorrem tendo em conta não só a pré-campanha eleitoral mas também “o protagonismo da oposição, da UNITA em particular, e a própria conjuntura nacional, caracterizada por uma crise social sem precedentes na história do País desde o fim da guerra civil”.

“A medir pelos indicadores sociais e políticos disponíveis, os actores políticos têm consciência das mudanças que vão ocorrer em 2022”,frisou.

Sakala apontou com ênfase que “existe um elemento novo” e que tende a ser decisivo, que “é o factor juventude”, hoje “mais consciente do que nunca dos seus interesses, que aposta na mudança, na alternância política com a UNITA, em 2022”. “Cresce, de facto, o sentimento nacional de mudança, em quase todos os segmentos sociais, sobretudo nos grandes centros urbanos”, acrescentou.

O deputado da CASA-CE, Felé António, por sua vez, disse que “o MPLA está a perder popularidade na província de Luanda e, por isso, a direcção partido decidiu indicar como primeiro secretário do partido, Bento Bento que já ocupou o cargo de 2007 a 2016”.

UNITA e a CASA-CE consideram regresso de nomes conhecidos a cargos de direcção no MPLA tentativa para recuperar ″ânimo″ em fase difícil de perda de popularidade e  decidiu indicar como primeiro secretário do partido, Bento Bento que já ocupou o cargo de 2007 a 2016″ por pensar que, assim, pode repetir os efeitos conseguidos no passado.

“O MPLA tem dificuldades para mobilizar as pessoas em Luanda para reforçar a sua organização. Com medo de perder eleições na capital do País, decidiu apostar em Bento Bento, uma figura inf|uente que agora surge a retomar o cargo de primeiro secretário em Luanda”, referiu.

E salientou que o regresso de Virgílio Fontes Pereira para líder do Grupo Parlamentar do MPLA e o de Rui Falcão como porta-voz do partido, é uma medida  para reforçar a organização tendo em vista as eleições de 2022.

A direcção do MPLA foi buscar, há pouco mais de uma semana, Virgílio de Fontes Pereira e Rui Falcão, para o Grupo Parlamentar do MPLA e secretário para a informação do partido, cargos que já ocuparam antes da chegada do actual líder do partido, João Lourenço, ao poder.

O Comité Central reuniu na terça-feira

Entretanto,reunido o Comité Central(CC) do MPLA, na terça-feira, o partido divulgou um comunicado final onde encoraja o sector da agricultura e pescas a dar continuidade à criação de condições para o incremento da produção nacional, tendo em vista o alcance da auto-suficiência alimentar e fazer de Angola um país exportador de produtos agrícolas.

Os membros do Comité Central recomendaram que o Executivo acelere o processo de construção e reabilitação de vias de acesso às áreas de produção agrícola, de modo a facilitar o escoamento dos produtos do campo para os locais de consumo, entre outros aspectos. Ao Executivo foi, também, recomendado que mantenha a aposta na promoção de investimentos em infra-estruturas de irrigação para a produção agrícola a fim de se mitigar os efeitos da estiagem.

Por último, o Comité Central do MPLA condenou os actos de terrorismo contra as populações indefesas de Cabo Delgado, expressando a sua solidariedade ao povo irmão de Moçambique.

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