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Transparência pode atrair investimento estrangeiro

A multinacional Ernst & Young admite que a transparência do Programa de Privatizações (PROPRIV), que vai até 2022, coloca a economia angolana de forma positiva no radar do investimento internacional, segundo o ‘partner’ António de Oliveira.

Em entrevista, ontem, no jornal das 13 da Rádio Nacional de Angola, António de Oliveira afirmou que parte do sucesso do PROPRIV passa pela sua estabilidade, transmissão de confiança e conforto aos investidores.

Para o responsável, o “apetite” das empresas pelo mercado de capitais simboliza que os empresários consideram que a economia angolana continua a assegurar bons níveis de rentabilidade. Justificou que o que se verifica “é que os investidores internacionais estão atentos ao PROPRIV, o que quer dizer que o programa está a conseguir colocar a economia angolana no radar do investimento internacional”.

Considerou ainda, na ocasião, “necessária e correcta” a tendência das grandes em-presas, como Sonangol, Sonagalp, Multitel e empresas de telecomunicações, anteciparem o anúncio do processo de privatização, uma vez que a inserção de uma empresa no mercado de capitais exige sofisticação em diversos sectores. Na sua opinião, o facto de a necessidade das diversas empresas entrar no mercado de capitais significa que os empresários angolanos consideram que a economia angolana continua a assegurar níveis de rentabilidade interessantes, “e isso dá-nos boas perspectivas para o sucesso do mercado de capitais”.

O Governo já arrecadou 344 mil milhões de kwanzas, como resultado da privatização de 33 empresas estatais, e de acordo com declarações recentes do Presidente do Conselho de Administração do Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE), Patrício Vilar, o Estado angolano tem como meta vender mais de 100 empresas estatais e subsidiárias, até ao final do ano.

Na semana passada, o Estado angolano arrecadou 52 mil milhões de kwanzas, com a adjudicação das cervejeiras Cuca, Ngola, Eka e mais de cinco empreendimentos agrope-cuários, e a maioria compradas por investidores locais.

Nos próximos tempos, o IGAPE pretende, além de dar seguimento ao processo de venda do BCI, em leilão em bolsa, dar início ao processo de privatização da Sonangol, Banco Caixa Geral Angola e do banco BAI, bem como as empresas de telecomunicações TV Cabo e Net One, este último “muito apetecível aos investidores”.

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FonteJA
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