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Bolseiros do INAGBE no exterior estão há dois meses sem receber subsídios

Os estudantes bolseiros do Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Estudo (INAGBE) no exterior do País estão há dois meses sem receber a bolsa, situação que, segundo os universitários, está a criar grandes constrangimentos.

Vários bolseiros de diversos países fizeram chegar ao Novo Jornal reclamações pelos atrasos e disseram temer que a situação se agrave. Para minimizar os constrangimentos que afectam mais de 2.500 bolseiros no estrangeiro, a direcção do INAGBE assegura que todos os esforços estão a ser feitos para honrar o pagamento dos subsídios em atraso.

Na República da Argélia, os estudantes bolseiros do INAGBE não recebem os seus subsídios há três meses, e boa parte destes estudantes concluiu a formação superior em Novembro de 2020, estando apenas a aguardar pelo regresso ao País.

Face aos constantes adiamentos de viagem e atrasos nos subsídios, um grupo de 50 estudantes bolseiros manifestou-se, na semana passada, em frente à Embaixada de Angola na Argélia para exigir a resolução do problema.

Em Cuba, Rússia e Portugal, os bolseiros dizem que o assunto não é novo, mas lamentam a falta de não existir uma informação sobre o assunto da parte do sector de apoio estudantil da Embaixada de Angola nesses países.

Em Cuba e na Rússia, os estudantes bolseiros do INAGBE dizem ser os sacrificados e afirmam, de forma irónica, que já estão habituados a sucessivos atrasos nos subsídios da bolsa.

Em declarações ao Novo Jornal, o director-geral do Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Estudos (INAGBE), Milton Chivela, salientou que o problema está na aquisição de divisas.

“A quota que recebemos do Ministério das Finanças é em kwanzas, e nós temos que fazer a aquisição de divisas recorrendo à Conta Única do Tesouro junto do Banco de Poupança e Crédito (BPC). De momento estamos à espera da disponibilidade das divisas referentes aos meses de Fevereiro, Março e Abril que deram entrada no banco”, disse.

E acrescentou: “Estamos apenas à espera da autorização do BPC para podermos transferir”. Segundo o responsável do INAGBE, enquanto isso não acontecer os bolseiros no exterior não têm outra alternativa que não seja a de esperar pelas transferências.

Quanto aos três meses em atraso na Argélia, o único País com mais um mês em relação aos outros, Milton Chivela reconheceu a existência do atraso e assegurou que tudo está a ser feito junto do Tesouro para que sejam feitas as transferências, tal como nos outros casos. Em relação ao regresso de estudantes finalistas da Argélia, Milton Chivela disse que 28 bolseiros chegam já esta terça-feira, 06, ao País, devendo os outros esperar pelo regresso faseado.

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