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João Lourenço: Angola “ressuscitou das cinzas” há 19 anos

Presidente angolano endereçou estas palavras aos convidados de um almoço para comemorar o Dia da Paz e Reconciliação Nacional, que se assinala a 4 de Abril. Acto central das celebrações vai decorrer em Cabinda.

O Presidente angolano considerou esta sexta-feira (02.04) que Angola “ressuscitou das cinzas para a vida” no dia 4 de Abril de 2002, data em que o país registou o fim da guerra, sendo “obrigação de cada angolano proteger essa vida”.

Estas foram as breves palavras que o chefe de Estado angolano, João Lourenço, endereçou a um grupo de figuras históricas da luta de libertação nacional, que hoje consigo almoçaram em comemoração aos 19 anos de paz que o país assinala este domingo.

João Lourenço frisou o facto de “o 4 de Abril, dia da celebração da paz e reconciliação entre os angolanos” coincidir com a semana da Páscoa.

“O que significa que devemos encarar a paz e a reconciliação com o espírito da Páscoa, que é o espírito de aleluia e ressurreição”, frisou o Presidente angolano.

Na lista de convidados para este almoço nos jardins do Palácio Presidencial destacou-se a ausência do líder da oposição angolana, Adalberto Costa Júnior, bem como dos presidentes da CASA-CE e do PRS e representantes da sociedade civil e comunidade religiosa.

Dia da Paz em Cabinda

O acto central das comemorações do Dia da Paz vai decorrer na província angolana de Cabinda, norte do país, para onde se deslocou hoje, sábado, o vice-Presidente da República, Bornito de Sousa.

Bornito de Sousa além de presidir ao ato central vai também proceder, na vila de Lândana, município de Cacongo, ao lançamento de uma campanha de plantação de mangais, assim como visitar um projecto agropecuário e a foz do rio Chiloango.

De acordo com o programa, o vice-Presidente angolano vai inteirar-se do andamento das obras de construção do porto de águas profundas do Caio, o quebra-mar e a rampa do terminal marítimo de passageiros, estando igualmente previsto um encontro com estudantes universitários e com membros do conselho provincial de auscultação social”.

A 4 de abril de 2002 foi assinado o acordo de paz entre o Governo angolano e a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), após a morte em combate, a 22 de fevereiro do mesmo ano, do líder fundador do maior partido da oposição, colocando assim fim a várias décadas de guerra no país.

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FonteLUSA/DW
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