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Silos de milho de Caconda e Caluquembe continuam parados

Os silos de armazenamento de milho dos municípios de Caconda e de Caluquembe, na província da Huíla, estão paralisados há dois anos.

Construídos com o objectivo de fazerem parte de um conjunto de infra-estruturas que iriam contribuir para a reserva alimentar do País, pela sua capacidade de armazenamento, mas também de desenvolvimento industrial, continuam vazios apesar dos avultados investimentos feitos. Sem qualquer retorno para o Estado ou para as populações locais, estão fechados e a “apodrecer”.

Relativamente ao empreendimento construído no município do Caluquembe, tem uma capacidade de armazenamento de três mil toneladas de milho, está por agora à espera de um terceiro gestor, depois dos dois anteriores terem abandonado. “A empresa só está paralisada porque a SIGEA (empresa gestora dos silos) quer comprar o milho aos camponeses pelo valor de 50 Kz/kg enquanto o milho custa entre 200 a 300 kz.”, conta Eliseu José, administrador municipal de Caluquembe, acrescentando que o contrato vai ser rescindido e brevemente será lançado o concurso para a concessão do empreendimento a uma nova entidade.

Acrescente-se que se o preço a pagar aos camponeses fosse atractivo, este empreendimento poderia potenciar a produção de milho na região, gerando riqueza para as populações locais. Neste aspecto, o Estado assume um papel fundamental, porque teima em privilegiar a política da oferta de meios de produção em detrimento da subsidiação dos preços, como se faz na maioria dos países que têm produções agrícolas com grande dimensão.

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