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Angola e Brasil relançam “cooperação estratégica”

O embaixador do Brasil em Angola, Rafael de Mello Vidal, anunciou, ontem, em Luanda, o relançamento, este ano, da parceria estratégica entre os dois países, envolvendo novas ideias na relação comercial.

O diplomata, que falava no final de uma audiência que lhe foi concedida pelo presidente da Assembleia Nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos, informou que, no âmbito da parceria estratégica, existem 70 projectos de cooperação.

Alguns destes projectos, referiu, já estão concluídos e outros em execução. “Podemos citar vários, mas temos, por exemplo, no campo da Saúde, o banco de leite,  na agricultura, temos os trabalhos de formação e treinamento de técnicos angolanos no Brasil e na área da Saúde existe também uma demanda que vamos começar a trabalhar que é na área do controlo do HIV”, disse.

Rafael de Mello referiu-se, igualmente, à formação profissional na área da Defesa. “Temos uma cooperação que é um dos pilares dessa parceria estratégica que envolve exercícios navais conjuntos, a troca de equipamentos, formação de oficiais na área aeronáutica, marinha e no exército”, frisou.

O diplomata brasileiro falou, ainda, sobre a possível vinda a Angola do Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, para participar na Cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a ter lugar este ano, em Luanda.

“Queremos, à margem dessa Cúpula, fazer uma reunião bilateral com a presença de empresários e há, também, expectativas de a reunião ser acompanhada por parlamentares e senadores brasileiros que acompanham a agenda do Brasil com Angola”, adiantou.

Elogios à governação 

Rafael de Mello Vidal elogiou Angola pelo ciclo de crescimento económico que inicia e com o facto de tratar “com excelência” o controlo da pandemia da Covid-19.
“Angola dá exemplo ao mundo em vários aspectos da sua política. O Governo do Presidente João Lourenço só pode ser exaltado por esse trabalho”, disse o embaixador, que se encontra há mais de três meses no país, vindo do Mali, onde desempenhou a mesma função.

O Brasil foi o primeiro país a reconhecer a Independência de Angola, a 11 de Novembro de 1975. As relações de cooperação entre os dois Estados aumentaram significativamente nos últimos anos.

Investimento italiano 

Ainda ontem, o presidente da Assembleia Nacional recebeu, em audiências separadas, os embaixadores da Sérvia, Milos Perisic, e da Itália, Cristiano Gallo.
À saída da audiência, o embaixador italiano, Cristiano Gallo, o primeiro a ser recebido, disse que Angola e Itália estão a trabalhar para aumentar os investimentos. O diplomata acrescentou que o seu país tem apresentado aos empresários italianos as possibilidades existentes em Angola.

“O ambiente é favorável e estão todos interessados em todos os sectores, sobretudo da agricultura, temos uma história de cooperação e acho que será possível fazer isto”, disse.
O embaixador da Itália destacou o facto de ter sido recebido num momento em que se regista a discussão sobre uma revisão pontual da Constituição angolana. No encontro, disse, foi abordada a necessidade do fortalecimento das relações entre Angola e Itália, no âmbito parlamentar.
Cristiano Gallo manifestou o desejo de o presidente da Assembleia Nacional visitar a Itália, tão logo terminem as restrições impostas pela Covid-19.

Sérvia quer outras áreas de cooperação 

O embaixador sérvio, Milos Perisic, considerou, ontem, em Luanda, que as relações de cooperação entre Angola e a Sérvia “são muito boas”, mas defendeu o desenvolvimento das relações noutras áreas de cooperação.

Perisic lembrou que a Sérvia, na antiga Jugoslávia, foi dos primeiros países a reconhecer a Independência de Angola. “Somos antigos amigos, temos história de relações e queremos trabalhar com Angola em todas as áreas de cooperação”, declarou o diplomata, afirmando que o seu país tem muitas oportunidades de investimento nos domínios da Agricultura, Educação, Novas Tecnologias e outros domínios.

No domínio Parlamentar, referiu, os dois países têm um memorando de entendimento, assinado no ano passado, durante a visita do presidente da Assembleia Nacional à Sérvia. Ainda assim, aquele país europeu quer uma “cooperação parlamentar ainda mais forte” entre os dois parlamentos.
Para justificar as boas relações entre os dois países, o embaixador Milos Perisic informou que, este ano, 13 ou 14 estudantes angolanos vão formar-se na Sérvia, no âmbito de um programa de formação para estudantes africanos e asiáticos.

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