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Embaixada dos Estados Unidos e Rede de Mediatecas de Angola realizam Fórum da Mulher

A Embaixada dos Estados Unidos da América em Angola e a sua parceira Rede de Mediatecas realiza esta quarta-feira, 31 de Março de 2021, entre as 9:00 e 13:00, na Mediateca de Luanda, o Fórum da Mulher, que decorrerá sob o lema “a participação da mulher no desenvolvimento do país em tempos de pandemia”.

De acordo com uma nota de imprensa enviada ao Portal de Angola, participam deste evento a embaixadora dos Estados Unidos da América em Angola, Nina Maria Fite, a Secretária de Estado da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, Elsa Bárber, o Secretário de Estado das Telecomunicações, Tecnologia de Informação e Comunicação Social, Mário Augusto de Oliveira, o Director da Rede de Mediatecas de Angola, Bengui Sauca e outros altos membros do governo e da sociedade civil de Angola.

Esta iniciativa, segundo a nota, tem como objectivo garantir a participação plena e efectiva das mulheres, através da igualdade de oportunidades na liderança, em todos os níveis da tomada de decisão na vida política, económica e pública, bem como adoptar e fortalecer políticas sólidas e legislação aplicável, visando a promoção da igualdade de género. O empoderamento de todas as mulheres e meninas em todos os níveis da sociedade é uma das metas globais dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 5 – Igualdade de Género, por isso, o evento também busca destacar a contribuição e o valor agregado das mulheres na resposta à pandemia da Covid-19.

O evento, que tem o apoio institucional do Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher e do Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, surge para reiterar e reforçar o comprometimento do governo dos Estados Unidos em apoiar Angola no seu crescimento económico, de negócios e na educação.

Discurso da Embaixadora dos EUA Nina Maria Fite
Bom dia!
Excelentíssimo Senhor Dr. Mário Oliveira, Secretário de Estado para as Telecomunicações, Tecnologia e Inovação,
Excelentíssimo Senhor, Secretário de Estado para a Área Social,
Excelentíssima Senhora Dra. Elsa Barber, Secretária de Estado para a Acção Social, Família e Promoção da Mulher,
Ilustres convidados, senhoras e senhores

Gostaria de agradecer especialmente ao Dr. Bengui Sauca, Director da Rede de Mediatecas, por nos ter reunido a todos para celebrar a mulher, naquilo que será um evento memorável. Estou entusiasmada por regressar hoje à Mediateca, numa altura em que a parceria entre a Rede de Mediatecas e a Embaixada dos Estados Unidos continua a fortalecer-se e a expandir-se. Gostaria também de agradecer a Nicolau Miguel, um antigo participante no Programa de Bolsas de Estudo Mandela Washington, que contribuiu com a sua experiência para organizar o programa de hoje.

Tenho a honra de me juntar a vós – juntamente com duas maravilhosas mulheres angolanas modelo – na abertura do Fórum da Mulher. Mas não quero deixar de fora a minha estimada colega, a Secretária de Estado das Telecomunicações. Na minha opinião, é tão importante que os homens celebrem o Mês da Mulher, como é importante que as mulheres o celebrem. Os homens desempenham um papel integrante na garantia do papel da mulher na sociedade. Precisamos de apelar aos homens, particularmente aos que ocupam posições de poder, que assumam a responsabilidade para que as suas mães, esposas e filhas tenham todas as mesmas oportunidades que lhes foram dadas na realização dos seus objectivos profissionais e pessoais.

Este fórum é uma celebração do legado das contribuições da mulher e uma exploração do caminho a seguir. Ao celebrarmos o Mês da História da Mulher nos Estados Unidos da América e o Mês da Mulher aqui em Angola, reflectimos sobre a importância da liderança feminina e das contribuições das mulheres na promoção do desenvolvimento económico e social. Quer sejam professoras, bombeiras, vendedoras de rua, polícias, advogadas, ou donas de casa, as mulheres desempenham um papel vital em todos os estratos da sociedade. As vozes e perspectivas femininas precisam de ser amplificadas no diálogo público e na tomada de decisão.

A investigação mostra que a inclusão feminina em todos os aspectos da sociedade torna as economias mais fortes, as democracias mais fortes e os países mais fortes. No ano passado, os Estados Unidos assinalaram o centésimo (100º) aniversário da aprovação da décima nona (19ª) emenda, que concedeu às mulheres americanas o direito de voto. Posteriormente, os Estados Unidos viveram um período de desenvolvimento social e económico sem precedentes, que foi atribuído à inclusão feminina. As mulheres votaram em candidatos e políticas que melhoraram os serviços públicos e promoveram oportunidades de emprego para as mulheres fora de casa, o que impulsionou a economia americana.

Hoje em dia, os Estados Unidos continuam a promover a inclusão e liderança feminina. A nossa primeira vice-presidente, Kamala Harris, representa esta forte tradição. O seu exemplo tem inspirado, e continuará a inspirar, gerações de raparigas em todo o mundo. No seu recente discurso, na sexagésima quinta (65ª) sessão da Comissão das Nações Unidas sobre o Estatuto da Mulher, a Vice-Presidente Kamala Harris obervou os pontos altos da liderança das mulheres americanas e incentivou a comissão a considerar como a pandemia afectou as mulheres em todo o mundo. Também relembrou as palavras da Proclamação do Presidente Biden, que disse:

“O estatuto da democracia também depende fundamentalmente do empoderamento das mulheres. Não só porque a exclusão das mulheres da tomada de decisão é um indicador de uma democracia imperfeita, mas também porque a participação das mulheres reforça a democracia. E isso é verdade em todo o lado”.

Espero que os painéis de hoje proporcionem as oportunidades extremamente necessárias para explorar o importante papel da mulher em todos os sectores da sociedade. Os membros do painel não só falarão sobre o impacto da pandemia nas mulheres, mas também sobre os seus sucessos, e como têm usado a sua voz para defender a mudança. Ter mulheres em papéis de liderança é importante para todos – mulheres, homens, raparigas e rapazes. Que se inspirem nos apresentadores de hoje e continuem empenhados em elevar as mulheres em Angola e por todo o mundo.

Muito Obrigada.

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