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Aumenta tensão entre MPLA e UNITA

O MPLA e a UNITA voltaram aos habituais discursos inflamados e acusações mútuas nesta quarta-feira, 24, o que nos círculos políticos de Luanda é entendido como o regresso ao clima de crispação política, entre os principais partidos angolanos, em período pré-eleitoral.

Depois de, em recentes declarações públicas, o deputado Nelito Ekuikui ter acusado o Governo provincial de supostamente estar a distribuir armas à população de Luanda para “criar instabilidade social”, a resposta do MPLA não se fez esperar.

O seu porta-voz , Albino Carlos, disse que as declarações do dirigente da UNITA são reveladoras da derrota da organização nas próximas eleições e acusou o principal partido da oposição de, alegadamente, estar por trás do que chamou de “manifestações desordeiras”.

Carlos afirmou que dentro da UNITA “há uma forte contestação à sua nova liderança, há deserções de vários militantes, vários responsáveis da UNITA descontentes com esta liderança e nós achamos que isto é uma tentativa de ludibriar a opinião pública dos problemas internos”.

O porta-voz do MPLA acusou a UNITA de criar a instabilidade “no sentido até de preparar os seus militantes para uma mais evidente derrota nas próximas eleições”.

Antes, na sua denúncia, o deputado Nelito Ekuikui e representante da UNITA em Luanda apontou elementos da chamada “turma do apito”, formada por jovens mobilizados pelo Governo para, segundo os seus mentores, ajudarem a polícia a combater a criminalidade, de estarem por trás de tais actos.

“Estão a distribuir armas aqui em Luanda e não sabemos o que é eles querem”, acusou o dirigente da UNITA.

Por outro lado, numa outra declaração, a UNITA acusou o MPLA de continuar “a manifestar a mesma natureza divisionista, antipatriótica, corporativa, corrupta e corruptora”.

A nota do partido do “galo negro” acusa o MPLA de ter dado instruções aos órgãos de comunicação social do Estado, “pagos com dinheiros de todos nós”, para atacarem o seu presidente, Adalberto Costa Júnior fazendo dele um “alvo a abater”.

Para a segunda força política angolana, promover a difamação e o assassínio de carácter dos promotores da mudança são “actos de claro desespero, que não dignificam a democracia”, e que “não vão impedir a alternância democrática em 2022”

“Os angolanos estão convictos que o regime atual chegou ao seu fim e já não tem soluções para os graves problemas do país, nem já para a recolha de lixo em Luanda tem solução”, realçou a UNITA, no documento, divulgado para marcar os 30 anos dos Acordos de Paz de Bicesse.

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FonteVoA |
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