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Moçambique: Governo e Total anunciam retoma de actividades em Afungi

O Governo moçambicano e a petrolífera Total anunciaram um reforço das infraestruturas e do contingente de forças de segurança para o reinício em breve das obras do projeto de gás natural de Cabo Delgado, no norte.

O Governo de Moçambique e a Total, empresa que opera a Área 1 do projeto “Mozambique LNG” (Liquefied Natural Gas, em inglês), anunciaram que brevemente irão retomar as atividades de construção em Afungi, na sequência da implementação de medidas adicionais de reforço de segurança.

Em Dezembro de 2020, os trabalhos de construção na península foram interrompidos no seguimento de ameaças à segurança nas imediações do projeto, que levaram à desmobilização da mão-de-obra.

Na sequência desses acontecimentos, “o Governo e a Total trabalharam em conjunto para definir e implementar um plano de acção com o objetivo de reforçar a segurança da área circundante ao local, incluindo aldeias vizinhas”, de acordo com um comunicado conjunto.

As acções “dão confiança e vão permitir uma retoma gradual da mão-de-obra e das atividades de construção da fábrica de gás natural liquefeito (GNL), bem como dos programas de desenvolvimento comunitário realizados pelo projeto”, é referido no mesmo documento.

O Governo “declarou a área do projeto Mozambique LNG como zona de operação especial de segurança e foi definido e implementado um roteiro com inúmeras medidas e ações que visam reforçar e restaurar a segurança no referido local”.

Projeto da Total é o maior investimento privado atualmente sob financiamento em África
(DR)

Forças de segurança pública controlam zona
O controlo da zona “continua a ser assegurado exclusivamente pelas forças de segurança pública, no âmbito do memorando de entendimento assinado entre o governo e a Total”, acrescentou.

No mesmo documento, o consórcio Mozambique LNG, responsável pela segurança do local de construção, afirmou que “não utiliza serviços de quaisquer prestadores privados armados”.

“O Projecto Mozambique LNG afirma que sempre cumpriu e que irá cumprir com todas as condições suspensivas, assim como todos os requisitos legais aplicáveis no âmbito do primeiro desembolso da dívida de financiamento do projeto, assinado no dia 15 de julho de 2020 com oito agências de crédito à exportação, 19 bancos comerciais e o Banco Africano de Desenvolvimento”, detalhou o consórcio.

A violência armada em Cabo Delgado, onde se desenvolve o maior investimento multinacional privado de África, para a exploração de gás natural, está a provocar uma crise humanitária com quase 700 mil deslocados e mais de duas mil mortes.
(DR)

Desembolsos em Abril
O arranque dos desembolsos por parte dos financiadores do projeto de gás natural em Cabo Delgado está previsto para o próximo mês. “Este primeiro desembolso ocorrerá no início de abril de 2021”, anunciou a Total no comunicado conjunto com o governo moçambicano.

O projecto é o maior investimento privado atualmente sob financiamento em África com um valor total a rondar os 20 mil milhões de euros e início de produção previsto para daqui a três anos.

A dívida contraída a 15 de julho de 2020 com oito agências de crédito à exportação, 19 bancos comerciais e o Banco Africano de Desenvolvimento é de cerca de 14 mil milhões de euros.

A violência armada em Cabo Delgado, onde se desenvolve o maior investimento multinacional privado de África, para a exploração de gás natural, está a provocar uma crise humanitária com quase 700 mil deslocados e mais de duas mil mortes.

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