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História da libertação deve ser transmitida às futuras gerações

A Batalha do Cuito Cuanavale deve ser recordada para que as gerações futuras conheçam melhor a história da luta de libertação da Região da África Austral, afirmou, sexta-feira, em Luanda, a secretária de Estado para as Relações Exteriores, Esmeralda Mendonça.

Esmeralda Mendonça falava na cerimónia de abertura da palestra em comemoração ao dia 23 de Março, data dedicada ao marco histórico da Batalha do Cuito Cuanavele, que marcou a libertação da África Austral com a derrota do exército sul-africano, a queda do sistema segregacionista racista do apartheid e a libertação do histórico líder sul-africano Nelson Mandela.

A secretária de Estado apresentou o tema “Importância da Batalha do Cuito Cuanavale no ensino da História da África Austral”, na Academia Diplomática Venâncio de Moura, em Luanda.

A também embaixadora disse ser importante a participação dos jovens estudantes da Academia Diplomática para ouvirem na primeira pessoa a História contada pelos combatentes.

“Desta maneira, percebam a importância da solidariedade dos povos africanos e, muito particularmente, da Região Austral, que sempre lutaram por uma causa comum, sem olhar para as delimitações das fronteiras, em busca da paz, prosperidade, estabilidade e integridade territorial dos países e povos irmãos”, disse. Esmeralda Mendonça referiu que o “23 de Março”, data que marcou o fim da Batalha do Cuito Cuanavale, na província do Cua-ndo Cubango, representa uma viragem a favor da paz e da libertação dos povos da África Austral.

A secretária de Estado para as Relações Exteriores referiu que o fim da Batalha do Cuito Cuanavale teve uma repercussão transfronteiriça, resultando na assinatura do Acordo Tripartido de Nova York e a adopção da Resolução 435/78 do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Entre as consequências positivas que resultaram da Batalha do Cuito Cuanavale, a secretária de Estado destacou a consolidação da Independência de Angola e a proclamação da Independência da Namíbia.

Esmeralda Mendonça lembrou que ao instituir 23 de Março como data da comemoração da libertação da África Austral, a Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da SADC, realizada em Windhoek, em 2018, orientou o Comité de Ministros da Educação, Formação, Ciência, Tecnologia e Inovação a inserção da Batalha no plano curricular do ensino da História recente da África Austral.

“Os países da região a celebrarem esta data histórica em memória dos corajosos filhos e filhas que pagaram com as suas vidas pela liberdade”, disse.

O acto contou com a presença do embaixador do Estado da Palestina e decano do corpo diplomático acreditado em Angola, secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores, bem como representantes da Assembleia Nacional e dos ministérios da Defesa Nacional e Veteranos da Pátria, Interior, Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação e do Comando-Geral da Polícia Nacional.

A SADC foi criada a 17 de Outubro de 1992 e integra Angola, Moçambique, África do Sul, Botswana, República Democrática do Congo, Leshoto, Madagáscar, Malawi, Maurícias, Namíbia, Seychelles, Swazilândia, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabwe.

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