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MPLA recomenda rapidez para resolver problema do lixo em Luanda

MPLA pede agilidade para resolver problema do lixo na capital, já verificado há cerca de três meses. Em dezembro de 2020, Luanda anunciou a suspensão dos contratos com empresas por incapacidade de honrar compromissos.

De acordo com o comunicado da reunião orientada pela vice-presidente do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), Luísa Damião, o assunto da recolha e tratamento de resíduos sólidos em Luanda, capital do país, foi analisado, e os participantes tomaram conhecimento das medidas em curso para a solução do problema.

Segundo a informação, avançada pela agência de notícias Lusa na noite desta sexta-feira (19.03), a nota do partido realçou que as informações incidiram, sobretudo, no procedimento do concurso para a implementação do novo modelo de limpeza pública. Além da higienização, controlo de vetores e gestão dos resíduos sólidos, com término previsto para dia 25 deste mês, com a celebração dos contratos das operadoras aprovadas.

Na semana passada, o governo provincial de Luanda informou que recebeu a proposta de 39 empresas para recolher resíduos sólidos na capital angolana, de um concurso lançado em fevereiro passado.

Em dezembro de 2020, a governadora da província de Luanda, Joana Lina, anunciou a suspensão dos contratos com as empresas, por incapacidade de continuar a honrar com os seus compromissos.
(DR)

Contratos suspensos
Em Dezembro de 2020, a governadora da província de Luanda, Joana Lina, anunciou a suspensão dos contratos com as empresas, por incapacidade de continuar a honrar com os seus compromissos.

Segundo Joana Lina, os contratos, de 2016, tinham sido celebrados em moeda estrangeira e ao câmbio do dia.

Cada uma das empresas candidatas poderá apresentar propostas para a limpeza de apenas dois lotes, que corresponde cada um a um município.

Em Fevereiro, o Presidente angolano, João Lourenço, atribuiu 44 milhões de euros para a remoção do lixo em Luanda, que enfrenta desde a altura da suspensão dos contratos com as operadoras dificuldades de gestão para limpeza e recolha dos resíduos, verificando-se amontoados de resíduos em todas as zonas da província – uma situação fortemente contestada pelos cidadãos.

Procedimento de contratação
O Procedimento de Contratação Emergencial está dividido em vários lotes para a prestação de serviço de limpeza pública e recolha de resíduos sólidos nos municípios de Luanda, Icolo e Bengo, Quiçama, Cacuaco, Cazenga, Viana, Belas, Kilamba Kiaxi e Talatona.

A dívida com as empresas de recolha de lixo em Luanda ascendia os 308 milhões de euros até novembro do ano passado.

Para minimizar a situação, têm sido realizadas campanhas de limpeza pelos munícipes. A queima do lixo amontoado ao longo das vias e dos bairros foi uma das soluções encontradas para contornar o mau cheiro e a quantidade de vermes.

Atualmente, um efetivo de mais de 9 mil elementos das Forças de Defesa e Segurança angolanas começaram a limpar a província, tarefa que vai decorrer nos próximos três dias.

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