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Guiné-Bissau: Presidente nega implicação em actos de violência contra jornalistas

O Presidente Umaro Sissoko Embaló reagiu esta sexta-feira, 19 de março, aos incidentes envolvendo os jornalistas e as forças de segurança, afirmando que não é cultura dos guineenses raptar ou espancar pessoas, mas que existe um grupo de bandidos que querem perturbar a estabilidade do país e acrescentou que com a sua presidência, a Guiné-Bissau atingiu um patamar que nunca conheceu nos últimos 20 anos.

Depois do comunicado da presidência de quinta-feira, 18 de março, que repudia com veemência as afirmações veiculadas nos órgãos de comunicação social, que a conotam com actos de violência e atentados à liberdade e direitos humanos dos cidadãos, o Presidente Umaro Sissoco Embaló reagiu hoje e advertiu que com ele na presidência não haverá perturbações como aconteceu no consulado do Presidente José Mário Vaz.

No que diz respeito às “questões suscitadas por algumas notícias, nomeadamente sobre as ameaças dirigidas ao deputado Marciano Indi e acusações de intimidação, ameaças e descriminação por parte de Presidente da República contra jornalistas, somos obrigados a informar a opinião pública, que tais acusações devem fundar-se em provas indiciárias e consistentes, não em suposições ou rumores”, refere o comunicado.

Em relação ao rapto e espancamento do jornalista e blogger António Aly Silva, Umaro Sissoco Embaló negou que os seus seguranças estejam envolvidos naquela situação como tem sido referido.

Repetiu que não é pessoa violenta, mas que no dia em que decidir actuar contra aqueles que tencionam perturbar a ordem, os guineenses compreenderão que é o Presidente que está a actuar.

Umaro Sissoco Embaló, está “comprometido com a liberdade de expressão na Guiné-Bissau” e “condena quaisquer actos de violência e de atentados à liberdade e direitos humanos de qualquer cidadão” e “instruiu pessoalmente as autoridades competentes a investigarem exaustivamente os ataques”.

Também disse que a Guiné-Bissau não é o Senegal e que na Guiné-Bissau não pode existir um Sonco, em alusão ao líder da oposição senegalesa, Ousmane Sonco, que recentemente quase colocou em cheque o Presidente Macky Sall.

Entretanto o parlamento português pediu à Assembleia Parlamentar da CPLP que “procure recolher informação rigorosa” sobre os actos recentes de “intimidação e violência” contra jornalistas na Guiné-Bissau e que faça chegar esta preocupação ao Presidente do Parlamento guineense.

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FonteRFI
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