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Congo-Brazzavile: Denis Sassou Nguesso no poder até 2025?

Presidente congolês Denis Sassou Nguesso, com 77 anos de idade e há 36 anos no poder, é o favorito nas eleições presidenciais de domingo, 21 de março, num escrutínio disputado por 6 outros candidatos. Em 2015 a constituição foi alterada para que ele se possa manter no poder até 2025, apesar de a oposição reclamar mudanças políticas.

Nas eleições presidencias deste domingo, 21 de março, sem observadores eleitorais independentes, 6 outros candidatos pretendem impedir que Denis Sassou Nguesso no poder há 36 anos, quase initerruptamente desde 1979, com mais de 7 mandatos, governe o país até 2025 como o permite a constituição, depois do referendo que 2015 que retirou a idade limite dos candidatos, bem como a limitação de mandatos o que lhe permite ser candidato até 2025.

Entre os adversários mais importantes de Sassou Nguesso figura o seu antigo ministro das Finanças, Mathias Dzon, e o antigo candidato presidencial Parfait Kolélas.

A Conferência Episcopal – que em fevereiro mostrou “sérias reservas” sobre a organização das eleições presidenciais – não acredita num processo transparente, devido à falta de observadores eleitorais independentes e ao facto de vários candidatos terem sido excluídos, o que significa que o processo será totalmente controlado pelo Partido Trabalhista Congolês, de Sassou Nguesso.

Mesmo assim, o director de campanha do candidato da oposição Parfait Kolélas, crê que, desta vez, há uma situação diferente das eleições de 2016.

“As pessoas querem mesmo uma mudança política, por isso irão às urnas em grande número. Ganharemos estas eleições apesar de sabermos que Nguesso já pôs em marcha o seu mecanismo de fraude eleitoral”, diz Rodrigue Mayanda.

Este sentimento é partilhado pelo antigo ministro das Finanças, Mathias Dzon, candidato da Presidência pelo partido União Patriótica para a Renovação Nacional.

“O mundo inteiro sabe que Denis Sassou Nguesso nunca ganhou uma eleição na República do Congo na sua vida. Só tem conseguido vencer à força. Esperamos que desta vez os congoleses digam não a Nguesso”, declara Mathias Dzon.

Um relatório divulgado recentemente pelo Projecto Crime Organizado e Corrupção dá conta que, nos últimos anos, a República do Congo importou “discretamente” 500 toneladas de armas do Azerbaijão, tendo a entrega mais recente sido feita em janeiro deste ano, o que pode significar que Sassou Nguesso possa estar a pensar em garantir o novo mandato com o apoio do exército, que lhe é fiel.

A República do Congo, situada entre a RDC e o enclave de Cabinda, tem cerca de 5,2 milhões de habitantes, é um país petrolífero, sector que representa 55% do PIB, 85% das exportações e 80% do orçamento geral do Estado, extremamente rico em matérias primas (ferro, chumbo, zinco, potássio, cobre, urânio, diamantes, fosfatos, magnésio e hidro electricidade) mas muito individado, sobretudo desde 2014 com a queda do preço do petróleo, agravada pela pandemia da Covid-19, onde grande parte da população vive no limiar da pobreza e a repressão contra jornalistas e opositores é forte.

Dois terços da sua superfície do país são cobertos por florestas, sendo considerado o segundo pulmão ecológico do planeta, depois da Amazónia.

Desde a independência em 1960, a República do Congo viveu uma série de “putchs” tentativas de golpes de Estado e insurreições, três guerras civis abalaram o país em 1993, 1994,1997 e 1998-1999, seguidas por confrontos em 2016 na região do Pool, no sul do país, que provocaram 145.000 deslocados.

Em 2020 a República do Congo figura na posição 165, dos 180 países investigados pela ong Transparência Internacional sobre os índices de corrupção.

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FonteRFI
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