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Antigo embaixador de Singapura afirma que a China pode ganhar a nova guerra fria

Abrimos esta Imprensa semanal com LE POINT que faz a sua capa com a foto de Xi Jinping e o dia em que a China comandará. Num livro que destabiliza, o grande pensador de Singapura, Kishore Mahbubani, analisa como Pequim pode muito bem ganhar a nova guerra fria.

No seu livro, “O dia em que a China vai ganhar, o fim da supremacia americana,” Mahbubani, antigo embaixador de Singapura na ONU, considera vãs e perigosas as tentativas americanas de travar a emergência da China como novo número um mundial. Sublinha também que a Europa tem um papel importante a desempenhar para impedir que a rivalidade dos dois gigantes se transforme num confronto devastador.

Numa entrevista ao LE POINT, Kishore Mahbubani, afirma que é demasiado cedo para dizer quem dos Estados Unidos e da China ganhará, mas não é muito cedo para afirmar que a China pode ganhar. Para os americanos, habituados sempre a ganhar, a ideia que podem vir a perder é inconcebível. Mas é evidente que um país como os Estados Unidos que apenas tem 250 anos de existência pode inegavelmente ser vencido por uma civilização de 4 000 anos, afirma, o antigo embaixador de Singapura na ONU.

Mas, o mesmo teórico de Singapura, que nos anos 70 já era diplomata e advertia para o facto de não ser possível uma vitória da União soviética, mostra-se outra vez prudente e considera que os Estados Unidos podem voltar a ganhar, pelo que o seu livro tem um capítulo alertando Xi Jinping, para nunca subestimar os Estados Unidos.

Mensagem explícita igualmente no seu livro, em que o intelectual de Singapura, Kishore Mahbubani, cita um dos maiores teóricos chineses do pensamento estratégico, Sun Tsi, aconselhando: “quem conhece o outro e se conhece a si mesmo em 100 combates nunca será vencido; quem não conhece o outro mas conhece a si próprio ganhará metade das batalhas e quem não se conhece a si mesmo e não conhece o outro, será sempre derrotado”, acrescenta, LE POINT.

Vacinas e máscaras, o naufrágio democrático em França

Por seu lado, L’EXPRESS, faz a sua capa com testes, vacinas e máscaras, o naufrágio democrático. No ministério da Saúde, Kafka está em todos os andares. A gestão da Covid pôs a nu a loucura burocrática francesa e o ministério da Saúde está na primeira linha.

Como explicar esta incapacidade crónica do Estado em reagir rapidamente na gestão da Covid? Quer sejam máscaras, testes ou vacinas, cada etapa da resposta à epidemia virou um naufrágio para a burocracia francesa. Cerca de 30 responsáveis de primeiro plano entrevistados pelo semanário L’EXPRESS, reconheceram que o funcionamento da admistração pública falhou face à pandemia.

12 meses de Covid, os vencedores de um ano de folia, destaca, CHALLENGE’s. A 17 de março de 2020, com o primeiro confinamento, a França tomava consciência da gravidade da pandemia. Depois, o mundo foi abalado e os números e indicadores económicos foram desconectados da realidade.

“Estamos em guerra”, dizia na televisão o Presidente Macron. Foi o começo de um ano louco, em que milhares de milhões de dólares foram injectados em planos de recuperação económica. Esta crise lançou para a pobreza, 90 milhões de indivíduos, enquanto os mais ricos ficavam cada vez mais ricos. Jeff Bezos, viu um aumento de 65% da sua fortuna que num ano disparou para 191 mil milhões de dólares. Elon Musk, fundador de Tesla, tornou-se o homem mais rico do planeta com uma fortuna de 195 mil milhões dólares.

Em França, o governo procura uma medida milagrosa para incitar os franceses a gastar os 110 mil milhões de euros que economizaram durante este ano da Covid. Uma das pistas do executivo francês é encaminhar esse dinheiro para empresas sem fundo próprio, através de fundos de investimentos catalogados relançamento pelo governo.

Os economistas pelo contrário não vêem soluções passíveis de criar milagres para mobilizar rapidamente a poupança dos franceses. Ou melhor, vêem um milagre, que é vacinar o mais rápido possível os franceses e restaurar a confiança no futuro, acrescenta, CHALLENGE’s.

Enfim, imobiliária, mudança de era, é a capa do semanário, L’OBS. Mais espaço, mais ar livre, mais bens à venda nas principais aglomerações do território. Menos precipitação, menos tensão e loucura dos preços. Tudo muda no mercado imobiliário. Menos os franceses que continuam a apostar na pedra da casinha, um refúgio inestimável sobretudo nestes tempos de pandemia, nota, L’OBS.

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FonteRFI
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