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Académicos e activistas sociais angolanos defendem revisão total da Constituição da República

Eles dizem que a proposta peca por não envolver as comunidades e grupos etnolinguísticos de Angola, mas apenas o MPLA

Académicos e membros de organizações da sociedade civil em Angola consideram que a proposta de revisão constitucional peca por não envolver as comunidades e grupos etnolinguísticos do país.

Francisco Tunga Alberto, membro do Grupo de Monitoria dos Direitos de Angola, defende que o país precisa de uma “revisão total” da Constituição e não parcial, conforme proposta do Presidente da República.

Tunga Alberto fala da necessidade de um referendo à Constituição por entender que só desta forma é que “as nações etnolinguísticas angolanas se vão sentir verdadeiros donos da sua terra”.

Por seu turno, o académico Nelson Domingos afirma que a forma como as propostas de revisão foram apresentadas confirmam a tese, segundo a qual, as decisões do Governo e do partido que o sustenta foram sempre “desprovidas de diálogo para a construção de consensos”.

“Grande parte das suas decisões são tomadas de cima para baixo por grupos que parecem desconhecer a realidade do país ou se revelam indiferentes às demandas dos cidadãos”, sublinha o académico.

A proposta de revisão constitucional vai à discussão e aprovação dos deputados, na generalidade, na quinta-feira, 18, na Assembleia Nacional.

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