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“Os homens são companheiros mas em alguns casos criam obstáculos aos avanços da mulher” – Joana Tomás

Joana Tomás, candidata única à liderança da OMA, reconhece que os homens são “efectivamente” companheiros, mas, sem os apelidar de inimigos, como fez na TV Zimbo, sublinha que alguns colocam entraves à ascensão das mulheres. Por isso, promete “advogar” junto da direcção do Partido e do Executivo para que possam exercer cargos de chefia onde são capazes e têm dado provas.

Algum dia ambicionou ascender à liderança da OMA?
Não! Todo o militante do MPLA sabe que tem o direito de eleger e ser eleito, para cargos de direcção no partido. Apesar da formação política e ideológica que recebemos, confesso que não sonhava nem de longe ser candidata a este cargo.

Quais são os requisitos para ascender à liderança da OMA?
Para liderarem a organização, para além do pleno gozo dos seus direitos civis e políticos, as militantes da OMA devem apresentar uma série de requisitos com base nos estatutos da organização, como um tempo mínimo de militância, além de reconhecida capacidade de organização e qualidade de direcção, entre outros.

Qual é o percurso da candidata Joana Tomás na OMA? Diz-se que caiu de paraquedas.

É evidente que muitas pessoas devem estar a pensar que somos novas na organização, o que não é verdade!.. A nossa trajectória no MPLA vem de longe, pertencemos primeiro à OPA, Organização dos Pioneiros de Angola, passámos pela JMPLA, no núcleo que funcionou no Estado de São Paulo, República Federativa do Brasil. Ao nível da OMA além de militarmos por mais de duas décadas fomos coordenadora adjunta do grupo de acompanhamento das províncias de Benguela e Cunene, tarefas que, acreditamos, teremos cumprido com zelo e dedicação.

Temos mais de 24 anos de militância na organização.

Primar também por uma liderança aberta e democrática. Estaremos abertas para contribuições e críticas construtivas para melhorar o nosso modo de actuação junto das comunidades, sem perder o foco do nosso principal objectivo que é o de ser o motor mobilizador para as vitórias do MPLA.
(DR)

Em muitos casos o jornalismo serviu de trampolim para outros voos. Foi o seu caso?
O exercício do jornalismo deu-me visibilidade, mas, como deve saber não basta ser apenas uma jornalista para ocupação de cargos de direcção no nosso partido. Falo especialmente da nossa organização feminina.

Entendo, por isso, que a nossa entrega nas tarefas e actividades do partido e da OMA, aliada a nossa militância e visão estratégica do líder do MPLA, terão contribuído de certa forma para essa escolha que teve anuência do Secretariado Executivo da OMA e por conseguinte das suas militantes.

Como encara a contestação à sua candidatura?
O Comité Nacional da OMA aprovou, por unanimidade, a minha candidatura ao cargo de Secretária-geral da nossa organização para substituir a camarada Luzia Inglês, que ao longo desses últimos anos tem sabido dirigir de forma exitosa uma das maiores organizações femininas de África.

A minha candidatura foi aprovada pelos 235 membros que integram o Comité Nacional. Agora, é evidente, que se tenta passar a ideia de falta de histórico na organização, o que não é verdade! E mais: apesar da transição geracional que se assiste na nossa organização não vamos descurar as valências e ensinamentos das nossas mais velhas e com longos anos de militância no partido e na OMA.

Portanto, não devemos perder o foco nos objectivos e nas orientações principais da direcção do MPLA em relação à OMA e à política do próprio partido.

Depois de eleita vai conseguir manter a coesão no seio da organização?
A manutenção da coesão e fortalecimento da OMA será feita com a contribuição de todas as militantes da organização desde a base até ao topo.

A OMA está em pé e faremos tudo, para que continuemos firme e com a coesão que tem tido até agora.

A opção de candidatura única é uma fuga para frente, no sentido de prevenir o que aconteceu na JMPLA, em que o partido tinha inclinação por um candidato, mas o vencedor foi outro, ou é uma mera estratégia do partido?
Apesar de serem duas organizações sociais do MPLA, elas têm os seus objectivos bem definidos nos estatutos.

Trata-se de uma questão política e estratégica do partido no âmbito do rejuvenescimento da organização e tendo em conta os desafios futuros.

Basta olhar para o histórico dos Congressos da OMA e dará conta que nunca houve indicação de duas candidatas ao cargo de Secretária-geral da OMA.

Pretendemos advogar para que as nossas mamãs, irmãs, tias, sobrinhas, etc., que fazem da zunga a sua actividade normal, possam exercer o seu trabalho de forma regular e legal sem constrangimentos e nem medo de perderem o seu negócio quando forem vender. Para que tal aconteça, será necessário que elas recebam orientação de como proceder para que exerçam legalmente a sua actividade ambulante.
(DR)

Como será substituir Luzia Inglês “Inga” depois de tantos anos à frente da OMA?
Espero contar com o apoio da camarada Inga como tem estado a fazê-lo desde os primeiros momentos até agora da minha candidatura e de todas as camaradas militantes da OMA e do partido. Diz o ditado: “Quem não ouve conselhos, não chega a velho” e nós, a nova geração queremos beber da experiência e ensinamentos das nossas mamãs mais velhas, para que elas próprias sintam orgulho na aposta à nova geração.

A escolha de uma candidata jovem está alinhada à estratégia do líder de reformar o partido?
Com certeza! É importante sublinhar que o MPLA tem vindo a dar mostras disso mesmo. A título de exemplo temos uma vice-presidente no partido, a camarada Luísa Damião. Trata-se, portanto, de reformas apoiadas pela direcção do partido, das organizações de base e dos seus militantes.

Com o rejuvenescimento das direcções das nossas estruturas, pretende-se dar maior dinamismo à OMA. São mudanças necessárias para afinar o motor para os desafios que nos esperam. No processo de renovação, existem normas a serem cumpridas. Os nossos estatutos estabelecem 55% de continuidade e 45% de renovação, destes 30% devem ser jovens.

O desafio do Partido é captar mais votos da juventude, em particular da mulher que representa a maior franja da população angolana, de acordo com o Censo de 2014?
O MPLA não trabalha somente para obter votos da população em período de eleições. O MPLA é um partido com muitas responsabilidades e a máxima segundo a qual “O Mais Importante é Resolver os Problemas do Povo”, proferida pelo fundador da Nação e primeiro Presidente de Angola Independente, o camarada Dr. António Agostinho Neto continua a ser um dos nossos lemas. É evidente que vamos mobilizar a juventude e as mulheres para participarem das eleições, evitando ao máximo a abstenção, mas acima de tudo, queremos demonstrar ao nosso povo de Cabinda ao Cunene, que o seu voto é sinónimo de bem-estar social, progresso e justiça social.

O seu voto significa paz, trabalho e desenvolvimento. E, esperamos, contar com o apoio destas duas importantes franjas da sociedade para a vitória eleitoral do MPLA e do seu líder em 2022.

Falta pouco mais de um mês para a sua eleição. Qual é o seu sentimento?
É claro que com o aproximar da data da realização do VII.º Congresso da OMA aumentam as responsabilidades e as tarefas à volta da sua preparação e não só. Aumenta a análise e reflexão para os desafios que nos esperam no futuro, para as longas noites sem sono que, eventualmente, poderão surgir, devido às actividades programadas pela OMA dentro do processo orgânico.

Qual é a sua estratégia como líder da OMA?
Harmonia no pensamento e na acção para o fortalecimento e coesão da OMA. Revitalizar as brigadas de alfabetização Deolinda Rodrigues, bem como reforçar a parceria com as instituições religiosas e autoridades tradicionais, para além de estreitar a cooperação com as organizações femininas nacionais e estrangeiras.

Primar também por uma liderança aberta e democrática. Estaremos abertas para contribuições e críticas construtivas para melhorar o nosso modo de actuação junto das comunidades, sem perder o foco do nosso principal objectivo que é o de ser o motor mobilizador para as vitórias do MPLA.

Potenciar a jovem mulher passa pela sua formação e capacitação permanente, para que elas próprias possam ter oportunidade de gerar negócios para o sustento das suas famílias e, consequentemente abrirem postos de trabalho.
(DR)

Quais serão as bandeiras de Joana Tomás?
Como sabe, o Congresso apenas se realiza em Março. Ainda assim, desde o lançamento da nossa candidatura, fomos mantendo uma série de encontros com vários extractos da nossa sociedade. Estes encontros têm servido para a partilha de opiniões e recolha de contribuições para as tarefas que a OMA pode fazer sem tirar lugar às organizações ou organismos criados para o efeito.

Para onde apontam essas opiniões e contribuições?
Vamos continuar a defender, cada vez mais, uma maior aposta do Executivo liderado pelo camarada Presidente João Lourenço na juventude, especificamente na mulher…

Como por exemplo?
… Como o acesso ao emprego e a melhoria da saúde reprodutiva. É importante que possamos reduzir as mortes maternas derivadas de complicações ultrapassáveis. Queremos mobilizar e sensibilizar ainda mais as associações nacionais e internacionais e os organismos afins, no sentido de se investir mais em programas que visam a redução da taxa de mortalidade materno-infantil, a prevenção da gravidez precoce, bem como os casamentos infantis, o combate às doenças infecciosas de transmissão sexual com destaque para o HIV-SIDA e outras. Queremos também que os pais possam abraçar cada vez mais o programa de corte-vertical, para que tenhamos crianças saudáveis à nascença quando os pais estiverem infectados com o VIH.

O acesso ao ensino é uma das apostas da OMA…
O acesso à escola, ao ensino universitário e a revitalização das aulas de alfabetização a nível nacional são nossas apostas, porque a formação acaba por facilitar o acesso ao mercado do trabalho. A implementação de programas que visam o aumento dos níveis de empregabilidade, como mecanismo de combate à pobreza e à exclusão social, pensamos que estas estratégias não podem passar ao lado das mulheres angolanas. Os empregos geram riqueza e aumentam o Produto Interno Bruto, trazendo reflexos na vida dos trabalhadores. Defendemos também a necessidade do acesso ao crédito bancário bonificado e estratégias que visam tirar as mulheres do mercado informal para o mercado formal.

Secretárias provincial da OMA.
(© Fotografia por: DR)

A Agenda da União Africana prevê uma África cujo desenvolvimento é orientado para as pessoas, especialmente no potencial da mulher e da juventude. Como concretizar essa Agenda?
Potenciar a jovem mulher passa pela sua formação e capacitação permanente, para que elas próprias possam ter oportunidade de gerar negócios para o sustento das suas famílias e, consequentemente abrirem postos de trabalho.

E como potenciar a mulher rural?
Para a mulher rural a nossa advocacia será para que ela tenha acesso a formação e assistência para que possa melhorar as técnicas de produção, transformação e conservação de alimentos. Também vamos incentivar a criação de cooperativas solidárias que vão permitir que elas tenham acesso ao crédito bancário. Pugnamos pela desburocratização do acesso ao crédito bancário e incentivamos as mulheres a criarem projectos solidários.

Pretendemos ainda uma maior aproximação dos técnicos agrários às camponesas. Em suma o nosso foco será incentivar a mulher a frequentar cursos de formação académica e técnico-profissionais para serem elas próprios a criarem incubadoras de emprego (…) um conjunto de áreas chave que mereçam a atenção do Estado e do sector privado.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) esclarece que a não utilização de máscara facial ou o seu uso incorrecto, bem como a violação da cerca sanitária, da quarentena, do isolamento domiciliar “não constituem crime, nem contravenção.
(Foto: Adjali Paulo)

O que vai fazer pelas zungueiras, alegadamente maltratadas pela polícia diante do silêncio da OMA?
Não diria que a mulher zungueira tem sido maltratada pela polícia diante do silêncio da OMA. Como sabem em alguns casos foram registados excessos por parte de alguns agentes da Polícia Nacional e fiscais da administração local do Estado, prontamente denunciados e que tiveram o seu manifesto repúdio. Em alguns casos dirigentes e responsáveis máximos do Ministério do Interior e da Policia Nacional pedirem desculpas publicamente e através da Comunicação Social, por um lado, mas por outro, existem organismos vocacionados para o exercício da justiça e da legalidade.

Pretendemos advogar para que as nossas mamãs, irmãs, tias, sobrinhas, etc., que fazem da zunga a sua actividade normal, possam exercer o seu trabalho de forma regular e legal sem constrangimentos e nem medo de perderem o seu negócio quando forem vender. Para que tal aconteça, será necessário que elas recebam orientação de como proceder para que exerçam legalmente a sua actividade ambulante.

Já só faltam 10 anos para se cumprir a agenda 2030 da ONU, que prevê 17 objectivos para o desenvolvimento sustentável. O que se pode esperar da OMA?
A OMA é uma organização partidária mas que acompanha os programas das grandes organizações do mundo e do continente. O aprofundamento das relações de cooperação com outros países é fundamental para o nosso desenvolvimento, isto passa pela concretização das metas preconizadas pelos países. Veja como são tratadas as questões do ambiente. A protecção e salvaguarda do meio ambiente é indispensável no crescimento e desenvolvimento do país, de modos que temos de preparar para as novas gerações para um futuro melhor e proporcionar-lhes um mundo melhor, mas as Agendas que envolvem os governos são implementadas pelos Estados e Nações, que integram àquela organização internacional e não por organizações políticas.

Os homens são companheiros das mulheres ou inimigos? Acha que foi mal entendida nas suas declarações à TV Zimbo?
Os homens são companheiros das mulheres, mas em muitos casos as mulheres têm dificuldades de ascenderem a cargos de direcção, devido aos entraves e obstáculos criados por alguns homens. A mulher deve ter a oportunidade de ombrear com os homens, no acesso à educação, ao mercado do trabalho ou no exercício de cargos públicos. Vamos advogar junto da direcção do Partido e do Executivo para que as mulheres possam exercer cargos de direcção aí onde elas são capazes e têm demonstrado que é possível. Mas, infelizmente, são relegadas para lugares inferiores de responsabilidades. A declaração universal dos Direitos Humanos considera o investimento na igualdade do género e no empoderamento das mulheres, um factor vital para a melhoria das condições económicas, sociais e políticas nos países em desenvolvimento. Por isso, intendemos que a promoção da igualdade do género, que é considerada central nas políticas de desenvolvimento internacional conforme os objectivos de desenvolvimento sustentável, num quadro de paz social, vai permitir alcançar novos formatos e novos compromissos no contexto da África e do mundo.

Entendemos que os homens e mulheres perceberam perfeitamente as nossas declarações e também são de opinião de que as mulheres capazes e formadas devem ser catapultadas para lugares chave por mérito próprio, mas quiseram criar o debate sobre o assunto e em certa medida conseguiram fazê-lo porque o assunto foi motivo de discussão sobretudo ao nível das redes sociais.

Vai pedir desculpas?
Seja como for, se fui mal entendida gostava de pedir desculpas a toda a sociedade, dizendo que os homens são, efectivamente, companheiros das mulheres, mas sublinhar também que em alguns casos são os homens que criam os obstáculos aos avanços da mulher.

E os homens…
Os homens são companheiros das mulheres, mas em muitos casos as mulheres têm dificuldades de ascenderem a cargos de direcção, devido aos entraves e obstáculos criados por alguns homens.

A mulher deve ter a oportunidade de ombrear com os homens, no acesso à educação, ao mercado do trabalho ou no exercício de cargos públicos.

Acha que a OMA deve envolver-se mais nos grandes temas nacionais?
Ao longo da sua existência a OMA levantou bandeiras com propósito de contribuir para o bem-estar dos cidadãos e das famílias. Foi assim com a alfabetização e tem sido assim com o aconselhamento jurídico. São projectos que vão ter continuidade. No entanto, vamos também advogar para que os cidadãos tenham acesso fácil a identificação, o combate a seca, as minas terrestres, para além da mediação de conflitos, entre outros. Existe agora o Programa de Transferências Monetárias que se vem juntar a outras iniciativas que visam melhorar a vida das mulheres e gerar mais renda nas famílias. Entendo que o combate a seca, propicia a recuperação dos campos agrícolas para o fortalecimento da agricultura e diversificação da economia. Mobilizar as mulheres para participarem do processo progressivo das autarquias locais e outros junto das comunidades rurais, onde, entendo que, a mulher deve também ser ouvida e respeitada no domínio da autoridade tradicional.

Qual deverá ser o contributo da OMA no combate à corrupção, o nepotismo e a impunidade, a bandeira do líder do MPLA?
Consta dos Estatutos do MPLA que é dever do militante combater todo o tipo de corrupção. O manifesto eleitoral 2017-2022 consagra como lema do MPLA: “Melhorar o que está Bem, Corrigir o que está mal”. Hoje o combate à corrupção, nepotismo e impunidade não é apenas uma bandeira do MPLA e do camarada Presidente, João Lourenço. É uma luta de todos os angolanos. Comungamos todos da ideia de que a corrupção e a impunidade têm um impacto negativo directo na capacidade do Estado executar qualquer programa de governação.

Temos estado a acompanhar a reforma do Estado e da Justiça, os esforços empreendidos no combate à fome e à pobreza, a eliminação paulatina das assimetrias regionais (…) uma série de medidas e acções desencadeadas pela Procuradoria-Geral da República, a IGAE e outros órgãos com vista a recuperação de activos depositados ilicitamente no exterior do País.

Aguardamos ansiosamente que estas medidas tenham reflexos positivos na vida das famílias angolanas. No entanto, a OMA tem dado o seu apoio total ao líder do nosso partido e contribuído na divulgação dos êxitos alcançados neste combate e, sobretudo, apelado à população que denuncie os casos de corrupção.

Qual é a sua visão sobre implementação das autarquias em Angola?
Elas devem ser implementadas de forma gradual. Já foram dados passos importantes no que diz respeito ao pacote legislativo e isso é bom.

Paralelamente ao pacote legislativo, na minha visão o debate deve manter-se e deve ser extensivo às localidades mais recônditas do País. Até hoje o que se assiste na televisão, nos jornais e nas rádios são os comentários feitos por analistas políticos. É importante ouvir também o cidadão que vive no interior sobre o assunto, uma vez que Angola tem 1.247.000 quilómetros quadrados e uma população estimada em mais de 30 milhões de habitantes.

Ouvir os jovens, por exemplo?
A juventude tem estado a manifestar-se para ver esse desejo concretizado, levando esse debate para as ruas. Ao nível do Parlamento cabe aos deputados a aprovação final do Pacote Legislativo Autárquico, permitindo que sejam dados outros passos na sua materialização efectiva e sem o qual o camarada Presidente da República, ficará difícil convocá-las de facto.

Moçambique elegeu como presidente da CNE, um bispo da Igreja anglicana. Que lição deve Angola tirar, uma vez que os resultados eleitorais são permanentemente contestados?
Não é suficiente a contestação. É importante a apresentação de provas fundamentadas que levam a essa mesma contestação. Até agora o que se fala não se prova e os resultados são reconhecidos pelas organizações das Nações Unidas. E isso faz com que não se coloque em causa a credibilidade da CNE que tem desempenhado com isenção e imparcialidade o seu trabalho.

O que tem acontecido, no meu entender, é que alguns partidos políticos quando perdem buscam argumentos para justificar a rejeição do eleitor. Aliás, temos o caso mais recente dos Estados Unidos da América, considerada a mais antiga democracia do mundo, o conservador Donald Trump contestou o resultado por não lhe ser favorável. Moçambique elegeu Dom Carlos para presidir à CNE, mas nem sempre as fórmulas de fora cabem no nosso País. Contudo, faço votos de que Moçambique tenha êxitos.

BI de Joana Tomás
Membro do Comité Nacional da OMA, Joana Tomás ficou conhecida pelas suas reportagens na Televisão Pública de Angola (TPA).

Foi indicada pelo Bureau Político como candidata ao cargo de Secretária-Geral da Organização da Mulher Angolana (OMA), cuja eleição acontece em Março de 2021.

Ingressou no Bureau Político, no congresso extraordinário de 2018.

Formada no Brasil, Joana Tomás foi desde 2018 directora do canal internacional da TPA, cargo que ocupa depois de ter sido delegada da TPA na província do Cuando Cubango.

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