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Transferência de governador da Huíla não agrada residentes

Benefício da dúvida ao novo governador provincial da Huíla, Nuno Mahapi Dala, e indignação pela saída de Luís Nunes é o sentimento que paira entre a população antes as mexidas operadas pelo Presidente da República, João Lourenço.

Até então vice-governador para os Serviços Técnicos e Infra-estruturas, Nuno Mahapi Dala, oriundo do Departamento provincial do Urbanismo e Ordenamento do Território, chegou aos círculos do poder em 2009, na região, pelas mãos do ex-governador, Isaac dos Anjos, de onde nunca mais saiu mesmo com a passagem de João Marcelino Tchipingui à frente da gestão da província.

Apesar de cerca de 10 anos de casa e longe dos holofotes, o novo governador, um tecnocrata, é de acordo com o jornalista Elias Kahango, uma aposta na continuidade dos projectos em curso na província.

“É um jovem dinâmico e em termos de prossecução de projectos acredito que essa dinâmica vai continuar nos próximos dois, três anos”, disse alertando, contudo, que em termos políticos para as próximas eleições “Nuno Mahapi não tem aquela pujança política”.

A saída de Luís Nunes foi acolhida com tristeza em muitos sectores da população local que vê na mexida um recuo para a província.

Gabriel Chivela disse que com Luís Nunes “a Huíla estava a desenvolver-se bem e isto para mim é uma baixa”, opinião partilhada por Zeferino Luís dos Santos, que disse ter ficado “muito triste porque desde que estou aqui no Lubango passaram tantos governadores e não vi nenhum que asfaltou a estrada do João de Almeida sómente o Luís Nunes”.

“Por mim acharia que talvez acabasse o seu mandato pelo menos”, acrescentou.

Já Pedro Mbanje disse que “não achei bem” a saída de Luís Nunes e rematou: “Não estou de acordo, mas quem manda, manda”.

Para o governador que se segue para muitos um ilustre desconhecido, os nossos entrevistados preferem dar o benefício da dúvida.

“Espero que trabalhe conforme o outro. Esperamos bons frutos para mudar esta cidade porque ainda há muito trabalho por fazer”, foram algumas das opiniões ouvidas pela VOA.

“Ninguém sabe se o sucessor vai fazer da forma que o Luís Nunes fez. Os mais velhos dizem que o sucessor nunca é igual ao dono, quem retoma nunca é igual ao dono”, disse outro entrevistado.

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FonteVoA
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