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“Municípios do país precisam de um Plano Director” – Elisabete Rafael

Os municípios do país precisam de um Plano Director para uma melhor estruturação, defendeu, ontem, em Luanda, a vice-governadora para os Serviços Técnicos e Infra-Estruturas, Elisabete Rafael, numa altura em que são necessários mais de três mil arquitectos.

Ao intervir no acto de apresentação de Políticas Públicas de Arquitectura, organizado pela Ordem da classe, Elisabete Rafael referiu que o evento é um marco histórico importante, por tratar do desenvolvimento das sociedades e da abrangência do próprio arquitecto.

Depois de defender um maior envolvimento do arquitecto nas acções de desenvolvimento das sociedades, a vice-governadora de Luanda para os Serviços Técnicos e Infra-Estruturas sustentou que as Políticas Públicas de Arquitectura abrangem todos os sectores nomeadamente sociais, políticos e culturais.

Elisabete Rafael referiu a necessidade de se ter arquitectos dentro de todos sectores, para que a sociedade seja mais harmoniosa do ponto de vista urbanístico e paisagístico, mas “infelizmente vimos a nossa capital totalmente desestruturada”, devido praticamente à inacção dos especialistas do sector.

“Nós precisamos de mais de três mil arquitectos, como solução para o futuro”, disse a governante, para quem a sociedade desenvolveu, mas “infelizmente não conseguiu acompanhar o desenvolvimento arquitectónico das grandes cidades, por falta de intervenção dos arquitectos”, disse a governante.

País tem apenas 1500 arquitectos
O bastonário da Ordem dos Arquitectos de Angola disse que neste momento estão inscritos na agremiação 1.500 associados, um número considerado ínfimo quando o ideal é ter um arquitecto para cada dez mil habitantes.

Celestino Chitonho disse que o objectivo da Ordem dos Arquitectos de Angola é regular o exercício da profissão e divulgar a dinâmica das políticas públicas do sector que são pouco conhecidas, defendendo que “as cidades são o resultado das acções de todos”.

“A arquitectura é um recurso estratégico da actuação do Estado, para os vários problemas que o país vive, um veículo para a resolução dos problemas a nível da economia, cultura e para a valorização das nossas tradições”, revelou o bastonário.

A arquitecta urbanista Conceição Oliveira defende a necessidade de se fomentar a cultura da arquitectura social e consciencializar a sociedade, bem como incentivar os sectores envolvidos na implementação e cumprimento das acções de assistência técnica em habitação de interesse social.

Conceição Oliveira disse ser vital destacar a importância do papel do Estado, como indutor da qualificação da arquitectura e do urbanismo produzidos simultaneamente pelo sector público e privado.

“A assistência técnica vem trazer condições de se discutir a regularização dos territórios, qualificar as moradias e melhorar a urbanização”, sublinhou a especialista.

Além da apresentação das Políticas Públicas de Arquitectura, o evento abordou também “A Carta da União Internacional sobre o Ensino da Arquitectura”, “Classificação e preservação do Património enquanto Políticas Públicas”, e “A Incorporação de motivos estéticos tradicionais na arquitectura”.

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FonteJA
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