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Nhongo: “André Matsangaíssa Júnior é isca para os membros da Junta Militar”

Líder da “Junta Militar”, Mariano Nhongo, desvaloriza as recentes declarações de André Matsangaíssa Júnior sobre a necessidade de uma lei de amnistia. E acrescenta que ele é um “traidor”.

Para Mariano Nhongo, líder da autoproclamada “Junta Militar”, André Matsangaíssa Júnior está a ser usado como “isca” para “pescar” os combatentes da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) para o processo de Desmilitarização, Desarmamento e Reintegração (DDR), em curso no país.

“O André é uma isca”, sublinhou Nhongo esta sexta-feira (12.03) durante uma teleconferência com jornalistas. “O André é um traidor e está a ser usado. Ele não sabe nada sobre este processo”.

O risco, alertou o líder da “Junta Militar”, é “amanhã [os combatentes do grupo] serem espezinhados”.

Nhongo insiste que o processo de desmobilização dos seus homens deve seguir as propostas que constam num documento enviado pela “Junta Militar” ao Governo, em 2019.

“Primeiro é a negociação sobre o enquadramento. Segundo é a trégua. Terceiro é o acantonamento, enquadramento e desmobilização”, disse Mariano Nhongo.

André Matsangaíssa Júnior
(DR)

Amnistia?
Na terça-feira (09.03), em conferência de imprensa na cidade de Maputo, André Matsangaíssa Júnior defendeu a necessidade da retirada das Forças de Defesa e Segurança estacionadas no teatro operativo centro para permitir a saída de mais membros da “Junta Militar”. Defendeu ainda a aprovação de uma lei de amnistia para o grupo.

No entanto, Mariano Nhongo diz que não precisa de ser amnistiado antes do início das negociações com o Executivo. E acusa o seu antigo homem de confiança de ter ido a Maputo procurar dinheiro para interesses pessoais.

Ataque a comboio
Questionado pelos jornalistas sobre o ataque a um comboio de mercadorias na semana passada em Sofala, o líder da “Junta Militar” afirmou desconhecer os autores, instando o Governo a investigar o caso.

Nhongo garante que, caso as negociações com o Governo sigam para frente, os ataques armados cessarão na região centro de Moçambique.

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