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Joe Biden quer “independência do vírus” no 4 de Julho

Em discurso, presidente anuncia vacina para todos nos EUA a partir de maio, diz que 100 milhões de doses terão sido aplicadas em apenas 60 dias de governo e vislumbra situação melhor no Dia da Independência.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta quinta-feira (11/03) a meta de possibilitar uma vacina para covid-19 para todos os adultos americanos que assim o desejaram a partir de 1º de Maio.

Em discurso em cadeia nacional e em horário nobre, o presidente acrescentou que isso não significa que cada um poderá ser vacinado já no início de maio, mas que ao menos poderá se inscrever para uma lista de espera.

Biden declarou que o governo terá vacinas suficientes para todos até o fim de maio. A Casa Branca recentemente costurou um acordo para acelerar a produção da vacina da Johnson & Johnson, que requer apenas uma dose.

Biden disse que, se todos fizeram a sua parte, o país poderá festejar sua “independência do vírus” no dia 4 de Julho, a data que marca a independência dos Estados Unidos, com reuniões em pequenos grupos.

Ele também comunicou que a meta anterior, de aplicar 100 milhões de doses de vacinas em seus primeiros 100 dias de governo, vai ser alcançada possivelmente já em 60 dias, ou seja, até 20 de Março. Segundo levantamento do site Our World in Data, 95,7 milhões de pessoas nos EUA haviam recebido ao menos uma dose até esta quarta-feira.

O presidente ainda anunciou o envio de mais 4 mil soldados para participar da campanha de vacinação, elevando o número total para 6 mil.

Apesar de transparecer optimismo, Biden afirmou que a luta contra o novo coronavírus ainda está longe do fim e que restrições poderão ser reimpostas se a situação piorar.

O discurso ocorreu pouco depois de Biden assinar uma lei que cria um plano de resgate de 1,9 trilião de dólares para reanimar a economia americana.

Mais de meio milhão de pessoas já morreram de covid-19 nos Estados Unidos, o país no mundo com o maior número de mortes relacionadas à doença e também de infecções pelo coronavírus – mais de 29 milhões.

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