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Opositores acusam MPLA de ser o partido dos “truques”

Líderes da UNITA, Bloco Democrático e PRA-JA alertam para uma “emboscada” para adiar as eleições gerais de 2022. Para evitar isso, pedem que, na revisão constitucional, se foque o “essencial” e descarte o acessório.

É a segunda vez, em menos de um mês, que Adalberto Costa Júnior, Justino Pinto de Andrade e Abel Chivukuvuku formam uma frente unida para alertar para os “perigos” da governação do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA).

Em conferência de imprensa conjunta, esta quarta-feira (10.03), os presidentes dos partidos UNITA e Bloco Democrático e o coordenador do projeto político PRA-JA Servir Angola afirmaram que a proposta de revisão constitucional, anunciada este mês pelo Presidente João Lourenço, não passa de um pretexto para se adiar as eleições de 2022.

Nas palavras de Abel Chivukuvuku, coordenador do PRA-JA Servir Angola, a proposta é um “exercício de cosmética”. Enquanto as emendas da Constituição estiverem em discussão na Assembleia Nacional, todos os angolanos devem estar vigilantes para que o MPLA não recorra a “truques”, afirmou.

“A primeira armadilha”, acrescentou o político, seria a realização de uma “discussão substantiva que lhes permita adiar as eleições”.

Abel Chivukuvuku: “Vamos manter o sistema unicamaral ou vamos partir para o bicamaral?”
(DR)

Eleição directa do chefe de Estado
Chivukuvuku diz que a Assembleia Nacional se deve focar no “essencial” e usar a oportunidade da revisão da Constituição para fazer mexidas profundas no sistema político angolano. Para o líder do PRA-JA Servir Angola, uma dessas mudanças deveria ser a eleição directa do Presidente da República.

“Retirou-se ao cidadão o direito de escolher, reduzindo assim a legitimidade do próprio Presidente da República, porque não foi eleito pelo cidadão. Vamos manter o sistema unicamaral ou vamos partir para o bicamaral?”, questionou.

Conferência de imprensa conjunto de Adalberto Costa Júnior, Justino Pinto de Andrade e Abel Chivukuvuku, esta quarta-feira (10.03), em Luanda
(DR)

“Luta de marimbondos”
Justino Pinto de Andrade, do Bloco Democrático, também pede mudanças. Para o político, o mais importante é que o MPLA passe para a oposição. Isto porque, segundo Justino Pinto de Andrade, depois de 45 anos no poder, o MPLA provou que “é o centro da corrupção em Angola” .

“A corrupção está no MPLA. Por isso mesmo, o MPLA tem de se afastar, fazer uma cura e ir para a oposição, para se poder limpar do mal que tem dentro de si, que produziu durante estes anos”.

A atual luta contra a corrupção, levada a cabo pelo Governo angolano, não impressiona o presidente do Bloco Democrático: “Não somos os marimbondos. Os marimbondos são o MPLA. Estamos a assistir neste país a uma luta de marimbondos contra marimbondos”.

Em resumo, o presidente da União Nacional para Independência Total de Angola (UNITA), Adalberto Costa Júnior, diz que a proposta de revisão constitucional do Presidente da República deixa muito a desejar. O líder do partido do galo negro lembra, por exemplo, que, João Lourenço ignorou a questão da terra, causa de grandes conflitos no país.

“Não há nada nestas propostas sobre a eleição do Presidente e sobre o sistema eleitoral. Não há nada nestas propostas sobre os aspetos fundamentais que a sociedade debate há muito tempo, e que foi aqui questionado, a lei de terras – um aspecto fundamental e que a toda a hora é questionado”, referiu Adalberto Costa Júnior.

“A quem pertencem as terras? Ao Estado ou ao povo?”

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FonteDW
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