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Ousmane Sonko continua sob custódia policial após distúrbios no Senegal

O opositor senegalês, Ousmane Sonko, permanece sob custódia policial depois da sua comparência perante um tribunal de Dakar, na sexta-feira. Preso há dois dias por acusações de perturbação a ordem pública, Sonko que foi em 2019 candidato à eleição presidencial, tem criticado severamente o presidente Macky Sall. A sua detenção resultou em distúrbios violentos, nomeadamente na região de Dakar, onde 14 supermercados da rede francesa Auchan, foram vandalizados.

A prisão de Ousmane Sonko, há dois dias,pelas autoridades senegalezas desencadeou uma vaga de violência sem precedentes nos últimos anos, no país francófono da África ocidental. Sonko, principal crítico da gestão do presidente Macky Sall, é acusado de perturbar a ordem pública.

Os seu partidários, através do país reagiram violentamente a prisão do opositor. Viaturas foram inendiadas e edifícios públicos foram atacados, obrigando as autoridades senegalesas a aplicar um dispositivo de segurança emergencial, em redor do palácio presidencial, da Assembleia Nacional e dos tribunais, m Dakar.

De acordo com o procurador Etienne Ndione, o opositor Ousmane Sonko, foi mantido sob custódia policial por perturbação da ordem pública.

Os partidários de Sonko,que pedem a sua libertação, decidiram na sexta-feira, convocar novas manifestações de protestos.

De salientar que ,a rede francesa de supermercados, Auchan, anunciou que 14 armazéns do grupo, foram alvos de saques e vandalismo, na capital senegalesa.

A sede do diário governamental Le Soleil, assim como a estação de rádio RFM, do grupo de media do qual é proprietário o cantor e ex-ministro Youssou Ndour, foram também atacados durante os protestos a favor da libertação de Sonko.

Com 46 anos e devoto muçulmano, Ousmane Sonko, desfruta de grande popularidade no seio da juventude senegalesa.

Em 2019, ele foi o terceiro candidato mais votado na eleição presidencial. Todavia as recentes acusações de violação, de que foi alvo Sonko, por uma empregada de um salão de massagens, que o levaram a comparecer diante da justiça, na passada quarta-feirta, poderiam segundo os analistas locais, afectar a sua carreira política. Sonko nega as acusações, de que é objecto. Ousmane Sonko ainda deve ser julgado pelo caso de violação.

A violência dos protestos, desencadeada na quarta-feira, provocou a morte,na quinta-feira, de uma pessoa em Bignona, no sul do Senegal, assim como a de um jovem em Yeumbeul, nos subúrbios de Dakar.

O executivo senegalês anunciou que tomará todas medidas, para assegurar a ordem pública e acusou vários media de propagarem informações tendenciosas.

Os canais de televisão locais, Sen TV e Walf TV foram suspensos pelo período de 72 horas, por segundo as autoridades terem transmitido exaustivamente imagens dos distúrbios.

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FonteRFI
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