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Pedro Pessoa e Costa: “Hoje as relações entre Portugal e Angola são mais equilibradas”

Na entrevista concedida ao jornal Expansão, o novo embaixador de Portugal referiu-se à nova fase de cooperação com Angola que julga ser mais equilibrada e, por consequência, mais duradoura.

Ao responder às perguntas do director do Expansão, o embaixador Pedro Pessoa e Costa referiu-se à fase do irritante, como um elemento que nunca vai impedir a “solidificação de uma relação com fortes laços históricos, que persiste ao longo dos anos”.

Para Pedro Pessoa e Costa, a relação “Portugal-Angola é de cumplicidade, que terá sempre momentos mais chegados e momentos mais afastados”.

O embaixador português admite que a relação com Angola “é de enorme potencial e que pode sempre ser melhorada para benefício de ambos os países”.

A pergunta do director do Expansão, João Armando, sobre o melhor relacionamento de Portugal em consulado do partido PSD, o embaixador do actual governo de tendência socialista esclareceu que “a política externa de Portugal é una, independentemente do partido que está no poder”, garantindo que a relação é sempre “muito cuidada, muito acarinhada e muito intensa”, especificando a título de exemplo que, antes da pandemia, entre Setembro de 2018 e Março de 2019, em três visitas de alto nível “foram assinados 35 instrumentos jurídicos de cooperação”, numa relação que considera positiva entre os dois países.

O embaixador português negou a existência de promiscuidade nas relações e reconheceu o papel de Angola na crise que o seu país viveu. “Crise económica, social, que na verdade são agora os angolanos que estão a viver. “Esta memória deve lembrar-nos que em tempos tivemos apoio e que neste momento podemos ser nós a apoiar Angola”, afirmou o embaixador português.

Falando da promiscuidade, traduzida na entrada em Portugal de capitais angolanos, sem controlo das autoridades locais, o embaixador Pedro Pessoa e Costa referiu-se ao grande boom de captação de investimento estrangeiro para Portugal, muito “útil para a economia portuguesa. Veio investimento angolano, como veio investimento chinês, coreano. Como ainda continua a vir, sinal de credibilidade e da dinâmica da economi portuguesa”.

O embaixador português em Angola foi coerente ao reconhecer a pergunta do jornalista sobre  a praticidade  das relações entre as sociedades civis dos dois países, naquilo que chamou a “cooperação do dia a dia, do cidadão, do povo. Aquela que resulta da cooperação entre duas cidades, com a criação de duas bolsas de estudo, a existência de representantes das empresas angolanas, no nosso mercado, que possam trazer produtos e possam internacionalizá-los no espaço europeu, etc..”.

Para Pedro Pessoa e Costa, o “chip da diplomacia mudou muito e desengane-se aquele que pensar que se faz diplomacia, como se fazia nos últimos 15 anos, ou mesmo nos últimos 10 anos”. E recomenda: “Temos que nos adaptar como cidadãos, diplomatas e países. Quem não se adaptar rapidamente, não fica no mesmo sítio. É ultrapassado, porque os outros continuam a avançar”.

Falando ao pagamento dos atrasados, nomeadamente de 2017, que causam incómodos nas relações entre os dois países, o embaixador português remeteu o assunto à crise social e económica que a pandemia “trouxe a todos os países”. E considera neste momento, as relações Portugal-Angola, “mais equilibradas e por isso mais duradouras”.

Quanto à presença das empresas portuguesas em Angola, Pedro Pessoa e Costa referiu que há empresas a passar por grandes dificuldades. Mas por serem resilientes vão continuar a acreditar no mercado angolano. “As empresas portuguesas ganham concursos em Angola,  ganham concursos em outros países africanos, porque são boas, têm competência, excelência e qualidade. E também porque fazem uma coisa muito diferente de outras, que é a capacitação, a formação, a transferência de tecnologia. Fazem mais parcerias que aquelas empresas que possam ter uma mera visão do negócio”.

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