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Aliança de ex-Presidentes quer conquistar maioria na Costa do Marfim

A campanha para as eleições legislativas de 6 de março na Costa do Marfim arranca este sábado (27.02), com as duas maiores forças da oposição a juntarem-se para impedir a consolidação de poder do Presidente Ouattara.

A campanha para as eleições legislativas na Costa do Marfim tem início este sábado, 27 de Fevereiro, e terminará a 4 de Março, dois dias antes da votação que irá eleger 255 deputados de 205 circunscrições eleitorais de todo o país.

Os dois principais partidos da oposição, o Partido Democrático da Costa do Marfim (PDCI), do antigo presidente Henri Konan Bédié, e a Frente Popular da Costa do Marfim (FPI), do ex-presidente Laurent Gbagbo, anunciaram a formação de uma aliança eleitoral com o objectivo de “conquistar uma maioria no Parlamento”.

A Frente Popular da Costa do Marfim, que boicotou as eleições presidenciais de Outubro e apelou à “desobediência civil”, irá participar numa eleição pela primeira vez em 10 anos.

De fora das eleições ficará o Geração e Povos Solidários (GPS), partido do ex-líder rebelde e ex-primeiro-ministro Guillaume Soro, que vive no exílio em França, e anunciou um boicote ao escrutínio.

Polícia usou gás lacrimogéneo para dispersar apoiantes da oposição em Abidjan, a 31 de outubro, durante as eleições presidenciais.
(DR)

“Grandes progressos” desde o ano passado
As eleições presidenciais de Outubro, que reelegeram o actual chefe de Estado, Alassane Ouattara, para um terceiro mandato, considerado inconstitucional pela oposição, deram origem a uma onda de violência que deixou 85 mortos e centenas de feridos entre Agosto e Novembro.

A oposição, que rejeitou a vitória de Ouattara, criou um Conselho Nacional de Transição (CNT) com o objectivo de tomar o poder, o que levou à detenção dos seus principais líderes.

A situação política no país acalmou, entretanto, após um encontro entre Ouattara e Bédié, seguido do anúncio do regresso à Costa do Marfim de Laurent Gbagbo, que se encontra actualmente em liberdade condicional na Bélgica depois de ter sido absolvido em primeira instância pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) de crimes de guerra e contra a humanidade. Alguns dos opositores detidos foram também libertados.

A oposição, que continua sem reconhecer os resultados das eleições presidenciais, insiste na suspensão dos processos judiciais contra os opositores e reclama a reforma da comissão eleitoral. No entanto, tanto o Governo como a oposição concordam que foram feitos “grandes progressos” desde o final de 2020.

De acordo com a Comissão Eleitoral Independente, foram aceites cerca de 1.300 candidaturas às eleições legislativas, incluindo muitas independentes.

Presidente Alassane Ouattara na tomada de posse, a 15 de Dezembro de 2020.
(DR)

Oposição lança apelo contra um Presidente confiante
Nas legislativas de 2016, o partido do Presidente Alassane Ouattara, a União de Houphouëtistas para a Democracia e a Paz (RHDP, na sigla em francês) e o seu então aliado PDCI, de Bédié, conquistaram 167 dos 255 lugares no parlamento. O PDCI abandonou a coligação em 2018.

Alassane Ouattara manifestou-se já confiante de que o seu partido irá obter uma “vitória esmagadora” a 6 de março. “Temos de fortalecer a nossa maioria para que a Costa do Marfim continue em paz”, disse, expressando o desejo de “uma vitória retumbante” como “única forma de garantir a paz e a estabilidade necessárias para o desenvolvimento”.

Por seu lado, o ex-Presidente e líder da oposição Henri Konan Bédié apelou para uma votação “massiva” num apelo a que associou o antigo chefe de Estado Laurent Gbagbo.

“O Presidente Gbagbo e eu apelamos solenemente” a todos os marfinenses “apaixonados pela fraternidade e democracia para que participem, em massa, nas eleições legislativas”, disse Bédié numa mensagem aos eleitores.

De acordo com o antigo chefe de Estado, a aliança eleitoral com Gbagbo “reflecte, como questão prioritária, a rejeição categórica da violação flagrante da Constituição”, numa alusão ao terceiro mandato de Ouattara.

“Devemos, portanto, conquistar a maioria na Assembleia Nacional para evitar a consolidação do poder absoluto no nosso país, reconciliar os marfinenses com o regresso dos exilados, promover a libertação de todos os presos políticos e militares e o estabelecer um diálogo a todos os níveis da nação”, disse.

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