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“Puxa-Palavra” junta escritores angolanos e brasileiros

Os escritores angolano Ondjaki e o brasileiro Marcelino Freire abordam, na quarta-feira, 24, aspectos da literatura, no quadro de um ciclo de lives “Puxa-Palavra”, numa iniciativa do Centro Cultural Brasil-Angola (CCBA).

Durante o encontro a decorrer sob mediação do professor brasileiro Kaio Carmona, os convidados da primeira edição do mês do projecto terão a missão de passar ao público as suas experiências no mundo das letras.

A propósito, o escritor brasileiro Marcelino Freire, em declarações à ANGOP, frisou que a essência é estreitar os laços com as escritoras e os escritores angolanos.

“Essa conversa, quem sabe, não é um começo de uma conversa maior, para que eu conheça mais autores e autoras de Angola. O Ondjaki é meu amigo de longa data. Conheci-o aqui no Brasil. Já viajamos juntos para alguns eventos literários, dentro e fora do Brasil. Eu, além de escritor, criei e sou curador de um festival aqui em São Paulo chamado Balada Literária”, reforçou.

Conhecedor dos escritos de alguns angolanos, tais como Ondjaki, José Eduardo Agualusa, Pepetela, José Luandino Vieira e Ana Paula Tavares, populares no Brasil, Marcelino Freire manifesta curiosidade em conhecer mais de Angola e da sua cultura.

Escritor brasileiro Marcelino Freira.
(Mário Miranda Filho)

O escritor destaca que angolanos e brasileiros estão unidos na poesia, em um certo lirismo comum, uma literatura social e na política. “Estamos também unidos por geografia similar, digamos. Sem contar essa língua que falamos e que tem tanta musicalidade. Um dos meus sonhos é conhecer Angola, porque sei que encontrarei por aí as cores brasileiras, o mesmo calor, a mesma alegria. É só a pandemia passar que eu já farei as malas”, frisa.

Marcelino Freire faz ainda menção a música angolana, destacando o kuduro, que considera ser um ritmo musical que empolga muito.

Marcelino Freire nasceu em 1967 em Sertânia, Sertão de Pernambuco, Nordeste do Brasil.

É autor, entre outros, de Nossos Ossos, romance vencedor do Prémio Machado de Assis, publicado pela Editora Record e também publicado na França, Argentina e Portugal, Contos Negreiros, livro de contos vencedor do Prémio Jabuti.

É conhecido também pelas suas agitações culturais, a exemplo da Balada Literária criada por ele e que acontece anualmente desde 2006.

Coordena oficinas de literatura e escreve no blog Ossos do Ofídio: marcelinofreire.wordpress.com

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FonteAngop
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