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Jovens Vigilantes de Angola no resguardo do bem-estar social

A vaga de vandalização de bens e instituições públicas, vai-se intensificando. É necessário perceber o contexto, que vai sendo cada vez mais propício a esses actos ilegais, lesando no imediato a comunidade envolvente que usufrui o bem, e, também o Estado como provedor desses bens, que terá de voltar a investir na reparação imediata dos bens vandalizados.

A difícil fase que atravessamos em termos económicos, somado ao pouco grau académico da nossa população maioritariamente jovem, é o contexto perfeito para um aumento significativo de desvio do normal comportamento dos cidadãos, principalmente os jovens, que com tanta vitalidade vêem as suas esperanças de uma vida melhor frustradas sem perceberem bem o porquê.

Hoje temos um universo de 4.7 milhões de cidadãos acima dos 15 anos de idade desempregados; temos cada vez menos empresas a conseguirem resistir às sucessivas recessões que fustigam a nossa economia, menos poder compra das famílias, com isso menos interajuda entre membros da mesma família. É um verdadeiro teste ao bem social como um todo, que poderá levar em algumas situações a uma verdadeira tensão social.

É urgente a concepção de estratégias convergentes que potenciem a ocupação, habilitações (académicas/técnicas) e a angariação de poder monetário para os nossos jovens.

Neste sentido e em forma de recomendação, devem ser criadas nas várias comunidades dos nossos municípios, grupos de Jovens Vigilantes, que salvaguardem os bens públicos da comunidade e ainda possam passar a palavra e desencadearem acções cívicas e de conforto para as populações locais.

Esses Jovens Vigilantes, para o devido cumprimento da sua missão, devem receber formação cívica acoplada com outras formações que tencionem exercer no futuro após verificadas oportunidades de emprego. Devem ser privilegiados no acto de concurso público de vagas de emprego, onde levaram com eles o sentido de responsabilidade de gestão e cuidado do bem público.

Dentro deste contexto difícil, é necessário resguardar o que se tem (bens públicos), acalmar os ânimos dos menos preparados para a situação sócio-económica que atravessamos através de actos e palavras que promovam uma esperança verdadeira e melhor para todos nós Angolanos.

 

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