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Direitos Humanos evocados na primeira conversa entre Joe Biden e Xi Jinping

A Casa Branca informou ontem que o Presidente Joe Biden conversou telefonicamente com o seu homólogo chinês, um primeiro contacto com Xi Jinping em que a nova administração americana, apesar de pretender operar uma ruptura com a estratégia de Trump, não modifica para já substancialmente a linha seguida até agora. Na conversa telefónica com o presidente chinês, Joe Biden expressou a sua “profunda preocupação” com as “violações dos Direitos Humanos” em Hong Kong e no Xinjiang, assim como as práticas económicas de Pequim que qualifica de “injustas e coercitivas”.

Nesta conversa em que os dois lideres abordaram também os “desafios comuns” da segurança sanitária global, a pandemia e das mudanças climáticas, o presidente americano não deixou de evocar os assuntos mais sensíveis, como a crescente pressão exercida por Pequim sobre o governo independentista de Taiwan, ou ainda a questão dos Direitos Humanos, nomeadamente a repressão politica em Hong-Kong ou ainda a situação da minoria muçulmana dos Uigures.

Segundo a ONU, mais de um milhão de uigures se encontram detidos em campos de reeducação política em Xinjiang, uma terminologia rejeitada por Pequim que chama essas instituições de “centros de formação profissional” cuja vocação seria dar emprego à população e afastá-la do extremismo religioso.

Noutro aspecto, o Presidente americano também abordou os litígios comerciais existentes entre os dois países. De acordo com fontes da administração americana, Washington prefere para já manter as taxas alfandegárias impostas aos produtos chineses durante a era Trump, até efectuar uma revisão global da estratégia comercial dos Estados Unidos, em articulação com os seus aliados.

Antes mesmo desta primeira conversa na qualidade de presidente dos Estados Unidos com o seu homologo Chinês, Joe Biden deu o tom no Domingo passado ao descrever Xi Jinping como sendo um interlocutor difícil. “Ele é muito duro. Ele não tem, e não estou a dizer isso como sendo uma crítica, é apenas a realidade, ele não tem um grama de democracia nele”, declarou Biden antes de estimar que a rivalidade entre o seu países e a China poderia vir a assumir a forma de uma “competição extrema”, mas que ele quer evitar um “conflito”.

Ao reiterar precisamente que o recurso à força deve “ser uma ferramenta de último recurso”, ontem também, aquando da sua primeira visita ao Pentágono desde a sua tomada de posse, o presidente americano expressou o desejo de adoptar uma nova postura militar “firme” perante a China que os Estados Unidos consideram como sendo o seu adversário estratégico número um. Neste sentido, ele anunciou a criação de um grupo de trabalho dentro do Ministério da Defesa, cuja tarefa será apresentar propostas designadamente sobre os meios de contrariar o expansionismo de Pequim no Mar da China, a cooperação a estabelecer com os aliados e o tipo de armas a eventualmente desenvolver neste sentido.

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