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“A nossa senhora da loja do chinês” filme de Ery Claver

“A nossa senhora da loja do chinês” rodado em plena pandemia da Covid-19 e cuja estreia està agendada para junho, é a primeira longa-metragem de Ery Claver, realizador, argumentista, operador de câmara e director de fotografia angolano do grupo Geração 80, que produz este filme em parceria com a associação KinoYetu. Ery Claver esboça o sinopse deste filme, cujo “enredo é complexo, tem muitas camadas” com em pano de fundo uma metáfora sobre as relações entre Angola e a China.

Profissionalmente, Ery Claver, começou como operador de câmara e repórter de imagem numa produtora angolana que fazia conteúdos para a TV.

Em 2013 integrou a Geração 80, a dinâmica e influente produtora de audiovisuais e cinema, onde colabora como operador de câmara ou na direcção de fotografia de variados conteúdos: da publicidade aos institucionais, passando por documentários ou vídeos musicais, em curtas-metragens de ficção como “Concrete Affection – Zopo Lady”, 2014 e “Havemos De Voltar”,2017, ambas realizadas por Kiluanji Kia Henda, ou ainda em “Ar Condicionado” de Fradique Bastos 2020, a primeira longa-metragem de ficção da Geração 80 e um sucesso internacional, no qaul Ery Claver além da fotografia assina também o guião juntamente com o realizador.

Paralelamente, Ery Claver juntou-se à comunidade artística, o F*ckin’ Globo, que organiza desde 2015 edições de exposições multi-disciplinares de arte contemporânea.

Aí estreou-se na realização, com a curta-metragem “A luz no quarto era vermelha porque não existia amor” 2016, sobre um grupo de prostitutas da baixa de Luanda, onde ensaia as primeiras experiências de ambientes e recursos estilísticos, que até hoje o acompanham: exteriores noite ou interiores escuros, câmara solta em teleobjectiva , perfis a contraluz, desfocado de luzes.

Na edição seguinte, 2017, apresenta “Há um zumbido, há um mosquito, são dois”, outra curta experimental, que acompanha um homem atormentado que tenta se reencontrar numa Luanda escura e deprimida e em 2018 a curta “A love story about power”.

Nas seguintes edições do F*ckin’ Globo, Ery Claver depura o seu estilo, acrescentando alguns elementos, como o uso enfático da cor das luzes na dramatização das cenas, ou o acrescer de texto, seja ele falado ou em “cartões” como nos filmes mudos.

Fez duas parcerias, casos de “Lúcia no céu com semáforos” em 2018, com Gretel Marín, que conta a história de uma jovem mãe maltratada por um marido toxicodependente e por uma sociedade misógina, curta que entre outros lugares do mundo esteve em festivais em França, no prestigioso Festival de Clermont-Ferrand, e em Zurique, Alemanha no festival de filmes experimentais, VIDEOEX – International Experimental Film and Video Festival, no FCAT – Festival de Cinema Africano, nas cidades de Tarifa eTânger..

E em março de 2020 em plena pandemia da Covid-19 lançou a curta-metragem “Enóquio que não tinha coração” em parceria com o seu irmão gémeo Evan Claver.

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FonteRFI
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